Durante um debate na Band realizado neste domingo, o uso de um relógio de luxo por parte de Lula gerou discussões sobre a imagem pública do político. Flávio Bolsonaro e Lula possuem um longo histórico de mandatos em cargos públicos e são milionários, conforme declarações registradas no TSE. Ambos disputam os votos de eleitores de classes populares no país, formadas por pessoas que trabalham muito, ganham pouco, enfrentam serviços públicos precários e sobrevivem com restrições e salários limitados.
O relógio utilizado por Lula no evento é um modelo Omega Constellation de ouro e aço, avaliado em mais de 50.000 reais, valor que supera o salário anual de um trabalhador que vive com o salário mínimo estipulado pelo governo. O artigo é cobiçado por endinheirados em casas especializadas. Esta não é a primeira vez que Lula exibe seu gosto por artigos de luxo, levantando questionamentos sobre a mensagem transmitida a eleitores que buscam uma alternativa a privilégios em Brasília.
Em contraste, Flávio Bolsonaro compareceu ao debate utilizando um relógio popular G-Shock, avaliado em pouco mais de 400 reais. Embora Flávio também tenha histórico ligado a itens de luxo, como uma mansão comprada em Brasília com condições no BRB — fato utilizado por Lula para criticar o adversário —, a escolha do acessório no debate foi calculada para a disputa eleitoral.
Analistas apontam que, na campanha presidencial, detalhes como o estilo ostentação de Lula podem distanciar parte do eleitorado que enfrenta dificuldades financeiras e que hoje reforça fileiras da direita em oposição a um sistema de castas em Brasília.
