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Manifestantes protestam contra políticas de Trump e incentivam voto nos EUA

Manifestantes protestaram em Washington contra as políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, e incentivaram o voto para as eleições de meio de mandato.

Redação•17 de out. de 2026, 16:30
Manifestantes protestam contra políticas de Trump e incentivam voto nos EUA
Imagem: site

Manifestantes protestam contra políticas de Trump e incentivam voto nos EUA

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Manifestantes se reuniram perto do local onde o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs a construção de um arco triunfal em Washington. O objetivo do ato foi protestar contra diversas políticas do republicano e incentivar o voto nas eleições de Meio de Mandato (midterms), marcadas para 3 de novembro.

Com cartazes contendo frases como “Não mexam no nosso voto” e “Não dá para consertar a estupidez, mas dá para eliminá-la pelo voto”, os participantes marcharam do norte da Virgínia, cruzando a Ponte Memorial de Arlington, em direção ao espelho d’água do Memorial Lincoln. A mobilização na capital faz parte de dezenas de atos da campanha “Nada de reis: vote antecipadamente” (“No Kings: Vote Early”) planejados para um sábado em todo o país.

Alguns manifestantes usavam fantasias, enquanto outros carregavam bonecos de papel machê retratando Trump, o vice-presidente JD Vance e outros líderes republicanos.

“Há um esforço em curso para minar a democracia neste país”, declarou Peter Jipp, cientista climático aposentado que pretende votar antecipadamente na Virgínia com a esposa e a filha. “Os bilionários estão financiando isso, e o povo precisa retomar o poder para as próprias mãos.”

Megan Ascher, manifestante que viajou da Carolina do Norte para Washington vestida como a personagem Cher do filme “As Patricinhas de Beverly Hills”, afirmou que não está satisfeita com nenhuma ação do atual governo. “Não estamos colocando o nosso povo em primeiro lugar. Estamos priorizando outros países, bilionários e as ideias de terceiros. Estamos, de certa forma, lidando com uma situação que envolve um megalomaníaco”, disse, acrescentando que apoia apenas candidatas mulheres e democratas.

Judi Garland, profissional do setor imobiliário comercial que já votou na Virgínia e escolheu a chapa democrata inteira, apontou preocupações com a “corrupção no nosso governo”, os direitos reprodutivos das mulheres e o racismo. “Trump não pode mais continuar no poder. Estou muito preocupada — temo pela nossa democracia — e sinto-me fortalecida ao estar cercada por outras pessoas que pensam da mesma forma”, afirmou à CNN.

Eleições de Meio de Mandato

Em 3 de novembro, os eleitores norte-americanos vão às urnas nas eleições de Meio de Mandato (midterms), que renovarão todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Atualmente, o Partido Republicano detém a maioria em ambas as casas legislativas.

Uma pesquisa da CNN conduzida pela SSRS indicou que os eleitores buscam uma mudança drástica no Congresso, com os democratas liderando os republicanos por 8 pontos percentuais. Pesquisas recentes também apontam a possibilidade de virada em pelo menos uma das casas.

O cenário ocorre em meio à baixa popularidade de Donald Trump, que registra índice médio de aprovação de 36%, conforme média de pesquisas da CNN. Historicamente, as midterms costumam ser desfavoráveis ao partido do presidente no poder. Bruce Stokes, pesquisador associado do Chatham House, apontou que, desde a Segunda Guerra Mundial, o partido no controle do Congresso perdeu cadeiras em quase todas as eleições de meio de mandato.

Impactos do Congresso dividido e possíveis investigações

Especialistas apontam que a perda de maioria republicana trará forte fiscalização ao governo. William Bianco, professor da Universidade de Indiana, explicou que o controle da maioria permite a um partido definir votações, emendas e o comando de comissões parlamentares, incluindo investigações de órgãos federais e elaboração orçamentária.

O pesquisador Bruce Stokes avaliou que, caso os democratas conquistem a Câmara, o governo enfrentará dois anos de investigações parlamentares sobre doações corporativas, pagamentos por influência e investimentos estrangeiros em empresas ligadas à família Trump. A repórter sênior da CNN Annie Grayer apurou que democratas planejam investigar a guerra com o Irã, o projeto de salão de baile na Casa Branca, os negócios familiares e a gestão de arquivos do Caso Epstein, com foco em ações judiciais para obter documentos rapidamente.

O deputado democrata Jamie Raskin afirmou que a legenda usará todas as ferramentas e maior autoridade jurídica para conseguir provas. Segundo a Reuters, os democratas também visam investigar agentes financeiros como a 1789 Capital, empresa da qual Donald Trump Jr. é sócio, e fundos soberanos estrangeiros.

No mercado financeiro, Michael Townsend, analista da Charles Schwab, avaliou que uma Câmara democrata e um Senado republicano criariam um governo dividido, com limitação legislativa e maiores riscos de disputas fiscais e sobre o teto da dívida em 2027. Já o controle democr também do Senado alteraria o ambiente de confirmação de autoridades e a viabilidade de grandes leis.

O cientista político Ian Bremmer, fundador do Eurasia Group, ponderou sobre a dificuldade para os democratas conquistarem o Senado — precisando defender 13 cadeiras e vencer quatro de republicanos — e avaliou que, mesmo com maioria na casa, o impacto imediato no curto prazo pode ser limitado, já que Trump governa por decretos e a Casa Branca pode ignorar barulhos políticos, embora o Senado ganhe poder de barganha no orçamento e na paralisação de nomeações de juízes e altos funcionários.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/manifestantes-protestam-contra-politicas-de-trump-e-incentivam-voto-nos-eua/

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