Nas eleições de outubro, além da disputa pelo governo estadual, o eleitorado do Rio Grande do Sul também votará para o Senado. O estado conta com mais de 8,5 milhões de eleitores aptos a participar do pleito. Entre os concorrentes à vaga está Manuela d'Ávila, filiada ao PSOL.
Trajetória política e profissional
Nascida Manuela Pinto Vieira d'Ávila, a candidata tem 45 anos, é jornalista e escritora. Sua trajetória pública começou no movimento estudantil. Aos 23 anos, em 2004, foi eleita a vereadora mais jovem da história de Porto Alegre. Posteriormente, em 2006, conquistou seu primeiro mandato como deputada federal, sendo reeleita em 2010. Em 2014, tornou-se deputada estadual no Rio Grande do Sul, cumprindo um único mandato nessa função.
Ao longo de sua carreira, Manuela d'Ávila também disputou a Prefeitura de Porto Alegre em três ocasiões — nos anos de 2008, 2012 e 2020 —, mas não obteve sucesso em nenhuma delas. Em âmbito nacional, foi candidata a vice-presidente em 2018 na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT). Como escritora, é autora de obras como "A Dor Comum", "Mulheres Contra o Colapso", "Revolução Laura" e "Por Que Lutamos?".
Filiação partidária e alianças
Manuela d'Ávila integrou os quadros do PCdoB por 25 anos, partido que deixou em 2024. Em dezembro de 2025, filiou-se ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), sigla pela qual concorrerá ao Senado. Sua chapa contará com Henrique Fontana e Lucas Cargnato, ambos do PT, como suplentes.
Propostas da campanha
Entre as pautas defendidas pela candidata estão:
- A proibição da publicidade e dos patrocínios de bets.
- O aumento de recursos orçamentários para o tratamento de pessoas com dependência em jogos de azar.
- A criação de uma política nacional permanente voltada ao enfrentamento do feminicídio.
- A garantia de recursos obrigatórios no orçamento da União para casas de acolhimento, patrulhas especializadas, uso de tornozeleiras eletrônicas, atendimento pelo SUS e a proteção dos filhos das vítimas.
