O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, corre contra o tempo para decidir sua candidatura a deputado estadual no Rio de Janeiro, após ser preso em flagrante com um fuzil no carro em julho. Com o apoio de Antonio Rueda, presidente da federação União Progressista, Canella inicialmente buscava uma vaga no Senado, mas recuou após a federação deixar a aliança com o PL. Agora, ele busca uma vaga na Assembleia Legislativa, mas enfrenta suspeitas de ligação com o crime organizado, alegadas pelo Ministério Público Eleitoral.
O TRE-RJ tinha até 14 de setembro para analisar os registros de Canella, mas a decisão foi adiada para que o tribunal requisitasse informações complementares ao STF, à Polícia Federal, ao Ministério Público do Rio e à Polícia Civil. A defesa do político argumenta que a instrução do processo já foi concluída e que a indefinição prolonga uma situação de insegurança jurídica.
Canella nega as acusações e afirma que a relação política com seu aliado, o vereador Jorge Canella, não pode ser convertida em vínculo criminal. A campanha do ex-prefeito teme que o inquérito no STF tenha novos desdobramentos, especialmente após a prisão do vereador na semana passada.
