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Marco do saneamento completa 6 anos com avanços e desafios rumo a 2033

Seis anos após a aprovação do Marco Legal do Saneamento, Brasil registra avanços em investimentos e regulação, mas universalização até 2033 segue distante.

Redação•16 de set. de 2026, 08:16
Marco do saneamento completa 6 anos com avanços e desafios rumo a 2033
Imagem: site

Marco do saneamento completa 6 anos com avanços e desafios rumo a 2033

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Seis anos após a aprovação do Marco Legal do Saneamento, o Brasil registrou progressos em investimentos, regulação e na participação da iniciativa privada, mas ainda enfrenta barreiras para cumprir a meta de universalização até 2033. O tema foi debatido nesta terça-feira (15), em São Paulo, durante o evento CNN Talks Infra Saneamento: A segunda metade do caminho até 2033, que reuniu especialistas, empresários e autoridades.

No ritmo atual, o país alcançaria a universalização do saneamento apenas em 2070, ficando 37 anos acima do prazo estabelecido pela legislação.

Desafios climáticos e governança

Durante o encontro, Camila Rocha Viana, diretora-presidente da SP Águas, pontuou os aprendizados deixados pela escassez hídrica que afetou São Paulo em 2014. Segundo ela, o cenário de mudanças climáticas exige o fortalecimento da regulação dos recursos hídricos.

“Escassez hídrica não é só sobre investimento. Primeiro, precisamos falar sobre governança”, declarou Viana, acrescentando que a universalização envolve órgãos reguladores, governos e prestadores de serviço.

A diretora-presidente também destacou a necessidade de diversificar as fontes de abastecimento, investir em resiliência e transposições, além de apontar que o uso de água de reuso poderia ter maior aceitação com regulação adequada e atenção de órgãos ambientais.

Volume de investimentos e disparidades regionais

Luana Preto, CEO do Instituto Trata Brasil, avaliou que a meta de universalização até 2033 é viável, desde que ocorra um incremento nos investimentos. Conforme os dados apresentados, o país investe atualmente uma média de R$ 137 por ano por habitante em saneamento básico, valor superior aos R$ 90 registrados por habitante ao ano em 2020.

Apesar da evolução, as regiões Norte e Nordeste continuam entre as mais críticas. “O prefeito precisa pensar na última milha a partir dos modelos que possui e dos contratos firmados com as companhias de saneamento”, ressaltou Luana Preto, defendendo a busca por inovações técnicas e sociais.

Regulação, segurança jurídica e participação privada

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, apontou que a expansão da participação privada na infraestrutura trouxe a concorrência como elemento para viabilizar serviços. No saneamento, contudo, ele destacou como desafios a competência municipal e a própria concorrência.

Carvalho também apresentou dados do programa QualiREG (Programa de Aprimoramento da Qualidade da Regulação Brasileira), que já realizou diagnósticos em 42 agências reguladoras e apontou carências na capacitação de técnicos, na padronização de processos sancionadores e na avaliação de contratos.

Pelo setor privado, Brenno Machado, diretor da Acciona Água Brasil, afirmou que os projetos de concessão alcançaram amadurecimento e que a empresa enxerga os contratos com boa segurança jurídica. “O Marco Legal é um programa de Estado. É importante que ele atravesse governos nesses 30 anos de concessões”, pontuou.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/marco-do-saneamento-faz-6-anos-com-avancos-mas-universalizacao-ainda-longe/

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