O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta quarta-feira, 7, que a civilização ocidental está em um ponto de inflexão que pode resultar em seu declínio. A declaração foi feita em um discurso em Atenas, na Grécia, onde o secretário de Estado americano lidera a delegação dos EUA no Sexto Diálogo Estratégico EUA-Grécia para discutir cooperação em defesa, segurança regional e energia.
Durante sua fala aos pés da Acrópole, Rubio conclamou os países europeus a abandonarem o que classificou como longa letargia e inação. Desde o início do governo de Donald Trump, em fevereiro de 2022, o secretário tem sido um crítico vocal da região, apontando uma dependência total de Washington e vulnerabilidades a ameaças culturais decorrentes de ondas migratórias.
Segundo Rubio, a administração de Donald Trump prioriza a retomada do controle sobre cadeias de suprimento críticas, a reindustrialização econômica, a reconstrução da defesa e a disputa pela supremacia em tecnologias e indústrias futuras. O chefe da diplomacia destacou o cenário atual marcado por competição entre grandes potências, vulnerabilidades, agressões e terrorismo.
Sinais de mudança na Europa
Apesar das críticas, o secretário afirmou identificar sinais encorajadores no continente europeu voltados para uma mudança geracional, citando o aumento nos gastos com defesa, novas parcerias e a expansão fabril e produtiva. Em fevereiro anterior, durante a Conferência de Segurança de Munique, Rubio já havia mencionado ameaças da imigração em massa à Europa e pedido a defesa da civilização cristã.
O posicionamento alinha-se a um documento de estratégia de segurança nacional divulgado em novembro de 2025, que alertava sobre desafios à soberania e o risco de apagamento civilizacional no velho continente devido à migração.
Em Atenas, diante de autoridades e diplomatas, Rubio instou as nações ocidentais a resgatarem valores da Grécia Antiga como heroísmo, honra e dever, associando os conceitos à agenda America First de Trump. O diplomata criticou a visão de que uma política externa esclarecida deva priorizar a comunidade global em vez da lealdade ao próprio povo.
