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Mark Carney assume protagonismo global e lidera potências médias contra os EUA

Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ganha destaque global ao liderar potências médias na busca por menor dependência econômica e política dos EUA.

Redação•24 de set. de 2026, 20:11
Mark Carney assume protagonismo global e lidera potências médias contra os EUA
Imagem: site

Mark Carney assume protagonismo global e lidera potências médias contra os EUA

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O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, tem se destacado na política internacional ao assumir uma postura de enfrentamento contra a administração de Donald Trump e buscar a união de potências médias. Aos 61 anos, o tecnocrata e ex-presidente do banco central canadense e do Banco da Inglaterra chegou ao poder após a renúncia de Justin Trudeau, motivada por uma crise de popularidade. A reação do premiê ocorre impulsionada por tarifas agressivas e insinuações de anexação vindas da Casa Branca.

Em janeiro, durante um discurso em Davos, Carney declarou encerrada a ordem internacional baseada em regras e defendeu que potências médias firmem alianças independentes dos Estados Unidos. Na ocasião, o líder canadense afirmou: “Se não nos sentarmos à mesa, estaremos no menu”. Posteriormente, em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU, ele detalhou a abordagem canadense ao participar de uma concorrida coletiva de imprensa.

Como desdobramento prático, Carney lançou a iniciativa Parceiros pelo Multilateralismo (P4M), criada em paralelo ao encontro anual nas Nações Unidas. A proposta foi formalizada em um artigo publicado no jornal inglês Financial Times, assinado em conjunto com o presidente Lula, o líder do Conselho Europeu, António Costa, e o queniano William Ruto. Segundo Carney, o fórum busca viabilizar uma estrutura flexível e aberta para colaboração além das divergências, com foco em instituições universais e coalizões práticas.

Stewart Patrick, analista do Carnegie Endowment for International Peace, destacou que nenhum outro líder ocidental está tão empenhado em viabilizar a independência em relação aos Estados Unidos quanto o premiê canadense.

Enquanto busca consolidar o bloco, Carney também trabalha para diversificar a carteira comercial de seu país. Entre as iniciativas, destacam-se:

  • Aproximação com a União Europeia, que acenou com o status de membro associado, selada em encontro com o presidente francês Emmanuel Macron nas ilhas de Saint-Pierre e Miquelon.
  • Viagem oficial à China em janeiro, onde firmou acordo para reduzir tarifas sobre commodities e produtos industrializados.
  • Parcerias comerciais, de segurança e estratégicas estabelecidas com Japão, México e Ucrânia.
  • Previsão de receber em Ottawa, em dezembro, o líder indiano Narendra Modi, restabelecendo laços que haviam sido rompidos pelo governo anterior.

No cenário interno, o premiê mantém altos índices de aprovação, próximos a 70%. Especialistas apontam que, enquanto atua na política doméstica com o perfil de um economista técnico e ortodoxo, sua postura externa contra Trump o transformou em uma figura de forte apelo popular e articulação internacional.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/como-mark-carney-virou-a-voz-das-potencias-medias-que-tentam-depender-menos-dos-eua/

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