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Mentiras sobre lobista e defesa de investigados: os pontos polêmicos de Lula no JN

Em entrevista ao Jornal Nacional, o presidente Lula negou conhecer lobista ligada ao filho, defendeu aliados investigados pela PF e afirmou que a dívida pública não o preocupa.

Redação•28 de ago. de 2026, 10:17
Mentiras sobre lobista e defesa de investigados: os pontos polêmicos de Lula no JN
Imagem: site

Mentiras sobre lobista e defesa de investigados: os pontos polêmicos de Lula no JN

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Estratégias de defesa e o papel de vítima

Entrevistado nesta quinta-feira por César Tralli e Renata Vasconcellos, o presidente Lula resgatou velhas estratégias para tentar se afastar dos escândalos de corrupção que rondam seu governo e seu gabinete no Palácio do Planalto. Ao falar das investigações da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Lula mostrou-se irritado ao ter que falar das mensagens que o filho dele trocava por celular com a lobista Roberta Luchsinger.

O petista recorreu ao papel de vítima de conspirações dos tempos da Lava-Jato para desviar o foco das perguntas objetivas sobre negócios feitos pelo filho com a lobista. “Não tem nenhuma acusação. São ilações, ilações, ilações tiradas de telefonemas. Eu conheço isso muito bem, porque já vivi isso”, disse Lula. “Eu estou muito tranquilo com o presidente da República. Tudo que for preciso fazer, no âmbito da polícia e da justiça, para apurar, será dado toda e qualquer garantia”, afirmou o presidente.

Contradições sobre a lobista Roberta Luchsinger

Além do papel de vítima, Lula mostrou-se despreparado para falar da influência da amiga de Lulinha no governo, algo amplamente documentado em postagens na internet. Ao ser questionado diretamente se ofereceu um cargo para Roberta no governo, como ela diz em mensagens obtidas pela PF, o presidente reagiu: “Só faltou ela dizer o seguinte, que eu ofereci pra ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha, da Aeronáutica, mas assim, é de uma imbecilidade”.

“Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim. É o seguinte, malandro é igual em qualquer lugar do mundo”, declarou Lula. O presidente também foi questionado sobre falas de Lulinha orientando a lobista a pressionar um assessor do governo para liberar a burocracia de um contrato multimilionário com o Ministério da Saúde. Sobre as mensagens de “vai com tudo” enviadas pelo filho, Lula se atrapalhou na resposta: “Você acha que se eu pegasse o seu celular e fosse investigar tudo que cê falou, só tinha coisa certa, coisa correta? O que que uma pilantra pode fazer no telefone? Ou o que que um cara qualquer pode fazer no telefone? Eu tô dizendo pra você que o fato de ter pego conversa no telefone não justifica absolutamente nada. Até agora, não existe uma prova de um centavo público”.

Apoio a Carlos Lupi e Jaques Wagner

Lula também foi confrontado sobre o esquema de corrupção que desviou milhões de aposentados no INSS. Perguntado sobre a participação de Carlos Lupi, ministro da Previdência que teve aliados presos pelo esquema, Lula tentou se esquivar ao ser questionado se havia cobrado explicações. “Não pedi explicação, ele saiu do governo. Ninguém nunca reconhece que tinha corrupção. Precisou a CGU e a Polícia Federal investigar. E é assim que funciona, não tem outro jeito”, disse.

Mesmo após ser lembrado de que confraternizou recentemente com Lupi, o presidente defendeu o aliado: “Deixa eu lhe falar uma coisa: ele não tá condenado. Ele é um cidadão livre. Você acha que você pode deixar de conversar com uma pessoa que é sua amiga, que cometeu erro?”. A mesma postura foi adotada em relação a Jaques Wagner, líder do governo no Senado e alvo de operação da PF sobre propinas no caso do Banco Master. Lula afirmou que não pode colocar em dúvida a conduta de Wagner por conta de uma ilação, ressaltando a relação de 45 anos com o senador.

Declarações sobre Dívida Pública e Correios

Outra fala controversa ocorreu quando Lula analisou a situação econômica do país. Confrontado sobre a dívida pública ter ultrapassado R$ 10 trilhões, atingindo 82% do PIB, o presidente foi direto: “A mim não preocupa a dívida pública”. Ele defendeu sua gestão alegando responsabilidade fiscal e citando a previsão de superavit primário de 0,1% para este ano.

Sobre a crise nos Correios, que acumulou prejuízos superiores a R$ 20 bilhões sob gestões petistas, Lula não assumiu responsabilidade direta. Ele culpou a própria estatal por não ter se adaptado aos novos tempos. “Obviamente, a crise dos Correios é que ele não se adaptou aos novos tempos. Não só a gente tá com uma nova administração nos Correios, que tá com a responsabilidade de fazer o enxugamento que for necessário”, concluiu.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/mentira-sobre-lobista-e-afago-a-investigados-por-corrupcao-as-falas-polemicas-de-lula-ao-jn/

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