Resiliência do mercado de petróleo sob conflito
A guerra envolvendo o Irã persiste por mais tempo do que o esperado, e o mercado de petróleo tem demonstrado uma resiliência notável. Apesar do custo elevado para os consumidores, o petróleo bruto continua a fluir através de rotas alternativas, aproveitando estoques estratégicos e uma redução no consumo global.
Os pilares da estabilidade
Segundo análise de Natasha Kaneva, do JPMorgan, o mercado tem contornado o Estreito de Ormuz com sucesso. Estados Unidos, Brasil, Guiana, Venezuela e Canadá aumentaram a produção em 2 milhões de barris por dia. Além disso, a demanda global retraiu cerca de 5 milhões de barris diários, impulsionada pela adoção de veículos elétricos e mudanças nos hábitos de consumo, o que equilibrou o impacto da perda de oferta.
Riscos de uma "guerra eterna"
Analistas como Bob McNally advertem que os recursos atuais podem falhar a longo prazo. A dependência de escoltas militares e o esgotamento dos estoques estratégicos, como o de Cushing (Oklahoma) e os da China, colocam o setor em alerta. Se a situação evoluir para um "ponto de inflexão", o preço do petróleo pode disparar, forçando uma reavaliação econômica global. Por ora, o mercado ajusta-se a um "novo normal" de instabilidade e riscos persistentes no Oriente Médio.
