A Meta alcançou um faturamento de pelo menos 236 milhões de reais com a veiculação de propaganda eleitoral no Facebook e no Instagram durante apenas o primeiro turno de campanha. Os dados, levantados pela revista VEJA junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que a venda de anúncios pelas plataformas desde agosto já supera em 82% o total arrecadado em toda a eleição de 2022, que registrou receita de 129 milhões de reais.
Pela terceira eleição seguida, a empresa fundada por Mark Zuckerberg se consolida como a principal prestadora de serviços para candidatos. Nas eleições municipais de 2024, o Facebook vendeu 201 milhões de reais em publicidade para partidos políticos. Desde 2018, ano em que a venda de publicidade política foi autorizada nas redes sociais pela primeira vez, a Meta já acumulou mais de 624 milhões de reais com propaganda eleitoral. Além disso, a receita da companhia em seis semanas de campanha já é dez vezes superior ao faturamento de 2018. A prestação de contas junto à Justiça Eleitoral permanece em andamento, indicando que os gastos reais do primeiro turno podem aumentar com a atualização das declarações.
Campanhas mais caras e maiores investimentos
Conforme os registros da Justiça Eleitoral, o candidato com maior investimento em anúncios no Facebook e no Instagram até o momento é Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A campanha presidencial do senador já destinou 5 milhões de reais em pagamentos de propaganda à Meta. Na sequência, aparecem as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição, e do ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo.
A lista completa dos vinte candidatos que mais investiram em propaganda eleitoral paga nas redes da Meta aponta os seguintes valores:
- Flávio Bolsonaro (PL): R$ 5 milhões
- Lula (PT): R$ 3 milhões
- Fernando Haddad (PT): R$ 3 milhões
- Célio Studart (PSD): R$ 2 milhões
- Ciro Gomes (PSDB): R$ 2 milhões
- Aécio Neves (PSDB): R$ 2 milhões
- Lindbergh Farias (PT): R$ 2 milhões
- Alexandre Curi (Republicanos): R$ 1 milhão
- Rubinho Nunes (União Brasil): R$ 1 milhão
- Marília Campos (PT): R$ 1 milhão
- João Campos (PSB): R$ 1 milhão
- Cristina Graeml (PSD): R$ 1 milhão
- Moisés Selerges (PT): R$ 1 milhão
- Ana Carolina Oliveira (Podemos): R$ 1 milhão
- Cris Monteiro (Novo): R$ 1 milhão
- Guilherme Derrite (PP): R$ 1 milhão
- Andreza Romero (PSB): R$ 1 milhão
- José Medeiros (PL): R$ 1 milhão
- Luizianne Lins (Rede): R$ 1 milhão
- Rogério Barra (PL): R$ 1 milhão
