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Meta reconhece falha técnica em anúncios de Lula, mas nega viés

Meta admitiu falhas em anúncios da campanha de Lula, mas refutou acusações de viés ideológico ou interferência em favor de Flávio Bolsonaro.

Redação•13 de out. de 2026, 00:30
Meta reconhece falha técnica em anúncios de Lula, mas nega viés
Imagem: site

Meta reconhece falha técnica em anúncios de Lula, mas nega viés

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A Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, admitiu a existência de falhas técnicas ligadas a publicações e anúncios da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, a companhia rejeitou veementemente a acusação de que seus algoritmos possuem viés ideológico ou são empregados para beneficiar candidaturas na disputa eleitoral.

Em manifestação formal apresentada nesta segunda-feira (12), respondendo às alegações levantadas pela campanha petista, a empresa classificou a suspeita de interferência nas eleições como infundada. O documento assinala: “O Facebook Brasil repudia categoricamente tal premissa. A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados”.

A resposta da companhia surge após a equipe de Lula acusá-la de intervir no pleito presidencial para favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL). No sábado (10), os representantes do atual presidente comunicaram o acionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o protocolo de uma denúncia formal contra a Meta na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

De acordo com a campanha petista, problemas ocorridos em contas de anúncios, interrupções na contagem de visualizações e restrições aplicadas ao impulsionamento de publicidades teriam provocado a diminuição do alcance digital do presidente. A equipe também apontou discrepâncias de engajamento entre os perfis dos dois candidatos, alegando que as falhas persistiam desde dezembro do ano passado.

Em sua defesa, a Meta argumentou que as dificuldades técnicas mencionadas não atingiram exclusivamente o Brasil ou perfis determinados. O texto oficial aponta que “os sistemas de distribuição de conteúdo da Meta não operam segundo critérios ideológicos” e reforça que “a Meta não opera seus sistemas para prejudicar ou favorecer candidaturas”.

A corporação destacou que a neutralidade faz parte da concepção dos próprios sistemas, cujos critérios são públicos, objetivos e passíveis de auditoria pela Justiça Eleitoral. Segundo a empresa, a atuação histórica em mais de 200 eleições desde 2016, e no território brasileiro desde 2018, afasta qualquer hipótese de manipulação deliberada em prol de um candidato.

Como parte de suas justificativas, a Meta enfatizou que a integridade eleitoral constitui uma prioridade e apontou a parceria contínua mantida com o TSE. A companhia declarou ter investido mais de US$ 30 bilhões — equivalentes a R$ 149 bilhões — na última década em equipes e tecnologias de proteção e segurança, englobando inteligência artificial automatizada e moderação humana em mais de 70 idiomas.

Entre as iniciativas destacadas constam a assinatura de um memorando de entendimento com o TSE vinculado ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, o engajamento em oficinas de comunicação eleitoral para o pleito de 2026, serviços de verificação de fatos, identificação de materiais gerados ou modificados por inteligência artificial e a operação de um centro em tempo real voltado para as eleições.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/meta-reconhece-erro-em-anuncios-de-lula-mas-nega-vies-no-algoritmo/

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