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Michelle Bachelet desiste de candidatura à Secretaria-Geral da ONU

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet desistiu de sua candidatura ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas após baixa votação no Conselho de Segurança.

Redação•20 de set. de 2026, 12:56
Michelle Bachelet desiste de candidatura à Secretaria-Geral da ONU
Imagem: site

Michelle Bachelet desiste de candidatura à Secretaria-Geral da ONU

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A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, de 74 anos, anunciou no sábado (19.set.2026) que retirou sua candidatura ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas. A decisão põe fim à tentativa de tornar-se a primeira mulher a liderar a ONU em seus 80 anos de história.

O anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, Bachelet afirmou: “Hoje, anuncio que decidi não continuar com a minha candidatura a secretária-geral das Nações Unidas”. Ela também declarou não se arrepender do desafio e ressaltou que sua campanha ajudou a pautar globalmente a necessidade de que a próxima liderança máxima da organização seja uma mulher latino-americana.

Desempenho e apoios

A postulação de Bachelet havia sido iniciada em fevereiro de 2026 pelo então presidente chileno Gabriel Boric, contando com respaldo formal do Brasil e do México. Em seu pronunciamento, a ex-presidente expressou gratidão ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, por apoiarem o projeto desde o início.

A desistência ocorreu após a divulgação, na sexta-feira (18.set), do resultado da terceira pesquisa informal de intenções de voto realizada pelo Conselho de Segurança. Bachelet obteve apenas um voto favorável, 11 contrários e três abstenções, registrando queda em relação aos seis votos favoráveis de julho e aos dois de agosto. O enfraquecimento político também foi acentuado pela retirada do apoio oficial do Chile, refletindo o posicionamento do atual presidente José Antonio Kast.

Cenário da disputa

Com a saída de Bachelet, a costarriquenha Rebeca Grynspan, chefe da agência de comércio e desenvolvimento da ONU, surge como favorita. A disputa também conta com:

  • Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana)
  • Rafael Grossi (Argentina), diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica
  • Macky Sall, ex-presidente do Senegal
  • Maria Fernanda Espinosa, diplomata equatoriana

O vitorioso no processo sucessório assumirá o posto deixado por António Guterres, cujo mandato se encerra em 31 de dezembro de 2026. O próximo secretário-geral herdará uma instituição em situação financeira delicada: no início de 2025, o total de contribuições em atraso somava US$ 1,57 bilhão, gerando alertas sobre riscos de colapso financeiro.

O tema ganha relevância com a reunião de líderes mundiais em Nova York a partir de terça-feira (22.set) para a nova sessão da Assembleia Geral da ONU.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/michelle-bachelet-retira-candidatura-a-secretaria-geral-da-onu/

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