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Michelle Bolsonaro chega ao Senado sem realizar agendas com Flávio Bolsonaro

Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo DF neste domingo, após uma campanha marcada por tensões com Flávio Bolsonaro.

Redação•04 de out. de 2026, 22:30
Michelle Bolsonaro chega ao Senado sem realizar agendas com Flávio Bolsonaro
Imagem: site

Michelle Bolsonaro chega ao Senado sem realizar agendas com Flávio Bolsonaro

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) conquistou uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal neste domingo (4), obtendo 29,04% dos votos e tornando-se a primeira senadora eleita no Brasil. De acordo com o analista de política Pedro Venceslau, a vitória consolida-se após uma campanha marcada por divisões internas no Partido Liberal e por uma relação tensa com Flávio Bolsonaro, candidato da legenda à Presidência da República.

Conforme destacou Venceslau, Michelle Bolsonaro não realizou nenhuma agenda de rua ou atividade conjunta ao lado de Flávio Bolsonaro. Embora os dois tenham gravado vídeos solicitando votos e fazendo convocações, eles não participaram de atos presenciais em conjunto, nem no Distrito Federal nem em outras regiões do país.

Crises e divergências internas no Partido Liberal

A relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro gerou um dos primeiros momentos de crise na campanha. Em junho, a ex-primeira-dama gravou um vídeo no qual afirmou ter sido desrespeitada pelo filho de Jair Bolsonaro (PL). Posteriormente, ela gravou um novo registro de apoio a Flávio, que foi veiculado na Convenção Nacional que oficializou sua candidatura à presidência.

O analista observou que, no vídeo da convenção, Michelle citou poucas vezes o nome de Flávio, demonstrando que não conduziria uma campanha atrelada à do senador. O estopim para o atrito entre os dois foi a decisão do PL de apoiar Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.

Michelle posicionou-se contrária à aliança, sob o argumento de que Ciro Gomes representava uma liderança de esquerda e que sua preferência para o governo estadual era Eduardo Girão (Novo). Ela chegou a viajar a Fortaleza para integrar atos de pré-campanha de Girão e criticou publicamente a articulação apoiada por Flávio Bolsonaro. No entanto, ela acabou derrotada nessa disputa interna: o PL manteve o apoio a Ciro Gomes, e a ex-primeira-dama não retornou ao estado para participar de eventos eleitorais.

Projeção política e futuro no PL

Com a vitória, Michelle Bolsonaro chega ao Senado surfando na onda da direita e já surge como um nome de destaque para o cenário político de 2030. Segundo Pedro Venceslau, aliados avaliam que ela poderá disputar o governo do Distrito Federal — visto que Celina Leão foi reeleita — ou mesmo lançar uma candidatura à Presidência da República.

O analista também apontou que Michelle poderá retomar a liderança do PL Mulher, conforme o desejo manifestado pelo presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto. Venceslau pontuou que, nos últimos anos, a ex-primeira-dama estruturou uma forte base política no PL Mulher, contando com o suporte de Valdemar para transformar o segmento em uma máquina eleitoral, embora tenha enfrentado críticas internas por não compartilhar decisões com outros correligionários.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/analise-michelle-bolsonaro-chega-ao-senado-sem-ter-feito-agenda-com-flavio/

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