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Economia

Ministério da Fazenda reduz previsão de crescimento da economia para 2% em 2026

Ministério da Fazenda revisa projeção de crescimento do PIB para 2026 para 2% e aponta impacto do endividamento das famílias.

Redação•22 de set. de 2026, 16:46
Ministério da Fazenda reduz previsão de crescimento da economia para 2% em 2026
Imagem: site

Ministério da Fazenda reduz previsão de crescimento da economia para 2% em 2026

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O Ministério da Fazenda reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira para este ano, ajustando o índice de 2,3% para 2,0%. A mudança reflete principalmente a desaceleração observada no setor de serviços, que é influenciada pelo comprometimento da renda das famílias direcionada ao pagamento de dívidas.

De acordo com o Boletim Macrofiscal, divulgado pelo governo nesta terça-feira (22), a estimativa para o setor de serviços recuou de 2,4% para 1,8%, enquanto a da indústria passou de 2,1% para 1,7%. Em contrapartida, esses movimentos foram parcialmente compensados pela agropecuária, cuja projeção subiu de 1,8% para 2,8%.

A pasta explicou que a revisão nos serviços decorre de um carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre e da transmissão defasada da política monetária sobre a demanda doméstica. O ministério destacou que, embora o endividamento das famílias permaneça estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida alcançou o patamar mais alto da série histórica no segundo trimestre. Isso restringe a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo.

O relatório também aponta que a indústria tem sido pressionada pelo custo do crédito e pela demanda mais fraca por bens de consumo, ao passo que a atividade extrativa continua a sustentar o setor. Por outro lado, o mercado de trabalho segue dando suporte aos segmentos ligados ao consumo das famílias, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física aumenta a renda disponível no segundo semestre, atenuando a desaceleração prevista.

Inflação e projeções para 2027

As estimativas para a inflação de 2026 também foram revisadas para baixo, passando de 5,1% para 4,9%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se oscilar entre 1,50% e 4,50%. Entre os fatores que motivaram a revisão estão os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que ficaram abaixo das projeções anteriores, especialmente no grupo de alimentação no domicílio e, em menor escala, em serviços.

Para o ano de 2027, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi ajustada de 2,5% para 2,3%, sob os efeitos da política monetária contracionista. Já a inflação para 2027 foi revisada para cima, de 3,6% para 3,8%, impulsionada pelos impactos de um fenômeno El Niño mais intenso sobre a safra e por riscos associados ao choque de fertilizantes decorrente do conflito no Oriente Médio.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/22/fazenda-reduz-previsao-de-crescimento-da-economia-para-2percent-e-cita-alta-do-peso-das-dividas-das-familias.ghtml

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