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Ministério da Saúde estima R$ 1,5 bilhão por ano para canetas emagrecedoras no SUS

Ministério da Saúde estima aporte anual de R$ 1,5 bilhão para disponibilizar canetas emagrecedoras no SUS com descontos de até 90%.

Redação•29 de set. de 2026, 10:04
Ministério da Saúde estima R$ 1,5 bilhão por ano para canetas emagrecedoras no SUS
Imagem: site

Ministério da Saúde estima R$ 1,5 bilhão por ano para canetas emagrecedoras no SUS

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O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira, 28, a estimativa de que o investimento anual para fornecer o tratamento contra a obesidade com canetas injetáveis de semaglutida, conhecidas como canetas emagrecedoras, no Sistema Único de Saúde (SUS) será de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. De acordo com a pasta, o medicamento poderá chegar à rede pública com descontos que variam de 80% a 90%.

A projeção ocorre quase duas semanas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarar, sem definir prazos, que pacientes com obesidade atendidos pelo SUS receberão o tratamento mediante prescrição médica. No último dia 24, o ministério formalizou junto à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido para avaliar a inclusão da medicação.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ações adotadas desde o ano passado para abrir o mercado — como o fim da prorrogação da patente da semaglutida, a agilização na aprovação de novos produtos e o estímulo à fabricação nacional — viabilizaram a iniciativa. Padilha destacou que, nas farmácias, o preço já apresenta redução de 70% e que, com a escala de compras e produção local do SUS, a queda nos custos poderá alcançar até 90%.

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam o registro de 16 novas canetas neste ano, entre genéricas e similares, sendo ao menos quatro com fabricação nacional. O número de usuários mensais dessas medicações no país passou de cerca de 400 mil para mais de 750 mil.

Público-alvo e estudo piloto

A distribuição das canetas antiobesidade no SUS priorizará pacientes com maior potencial de benefício, incluindo pessoas com obesidade grave, doenças associadas como problemas cardiovasculares, indicação para cirurgia bariátrica e mulheres que enfrentaram câncer de mama, para analisar se o fármaco reduz o risco de retorno do tumor.

O ministro enfatizou que a medida não se trata de um recurso estético, mas de uma intervenção combinada com dieta e atividade física que pode diminuir internações e procedimentos. Atualmente, o uso da medicação no SUS é avaliado em um projeto-piloto chamado Real-Bari.

  • O estudo tem duração prevista de dois anos.
  • Acompanha 250 pacientes com obesidade grave atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS).
  • Os participantes possuem comorbidades, indicação para bariátrica, diagnóstico há mais de um ano e histórico de falha no tratamento convencional por pelo menos dois meses.

O perfil dos voluntários reflete 91% dos pacientes com obesidade grau 3, que apresentam índice de massa corporal (IMC) acima de 40 ou superior a 35 com comorbidades.

Caminho até a incorporação

O aval da Conitec representa a etapa inicial para a oferta do fármaco no sistema público. Anteriormente, um pedido da fabricante Novo Nordisk foi negado devido ao impacto orçamentário superior a R$ 8 bilhões. Em junho, um novo requerimento foi apresentado com desconto de 59% e foco em pacientes com mais de 45 anos, sem diabetes e com histórico de infarto.

Caso a incorporação seja aprovada, o processo ainda exige a definição de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e o cumprimento do prazo legal de até 180 dias pelo Ministério da Saúde para a efetivação da oferta.

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/canetas-emagrecedoras-no-sus-ministerio-da-saude-estima-investimento-de-r-15-bi/

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