A cinco dias do primeiro turno das eleições, o ex-coach Pablo Marçal anunciou nesta terça-feira, 29, o seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. O anúncio ocorreu durante um encontro na Alliance Jiu-Jitsu, localizada na Vila Olímpia, em São Paulo.
Pelo acordo estabelecido, Marçal deverá participar da elaboração de propostas para um eventual governo do senador, com foco nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social. Durante a reunião, Flávio Bolsonaro destacou a afinidade de pautas entre ambos. Segundo o candidato, Marçal sempre trouxe para o debate político a preocupação com o empreendedorismo no país, com o objetivo de estimular a prosperidade e a autonomia financeira das famílias.
Ao oficializar o apoio, Pablo Marçal pediu votos para Flávio, utilizou a expressão de que chegou o momento de "aposentar o Lula" e pediu que os eleitores digitem o número 22, do PL, nas urnas no próximo fim de semana.
A aliança se firma na reta final da disputa presidencial, na qual Flávio enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dados divulgados nesta terça-feira por uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg mostram Lula com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio registra 42,2%. Em um eventual segundo turno, o levantamento aponta empate técnico, com 47,6% para Lula e 47,7% para o candidato do PL.
Trajetória e o veto da Justiça Eleitoral
Pablo Marçal ganhou notoriedade nacional nas eleições municipais de 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB. Na ocasião, terminou o primeiro turno na terceira colocação, acumulando 28,14% dos votos válidos (o equivalente a 1,72 milhão de votos), ficando a aproximadamente 56.800 votos de Guilherme Boulos (PSOL), que disputou o segundo turno contra Ricardo Nunes (MDB).
Para a disputa presidencial deste ano, Marçal tentou viabilizar sua candidatura ao Planalto pelo PRTB, tendo Leonardo Avalanche, dirigente da sigla, como candidato a vice. No entanto, em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro de forma unânime. A decisão teve como fundamentos a ausência de comprovação de filiação partidária dentro do prazo legal e a inelegibilidade decorrente de condenações ligadas ao pleito municipal de 2024.
Após o veto, o PRTB promoveu alterações na chapa: Leonardo Avalanche assumiu a cabeça da chapa presidencial, enquanto Silvia Hellen passou a ocupar o posto de candidata a vice-presidente. Com a saída definitiva do pleito, Marçal formalizou a aproximação com a campanha de Flávio Bolsonaro.
