Investigações e Casos Confirmados no Brasil
O Ministério da Saúde está investigando um possível caso de Febre do Nilo Ocidental no estado do Piauí. Até o momento, o cenário epidemiológico de 2026 registra dois casos confirmados em Santa Catarina e dois em São Paulo. Em Santa Catarina, um dos registros resultou em morte, que ainda permanece sob investigação para confirmar a causa exata. A pasta federal informou que mantém, em conjunto com as esferas estaduais e municipais, uma vigilância laboratorial e epidemiológica constante para identificar possíveis áreas de transmissão e novos casos.
A pasta também indicou prestar apoio técnico aos estados e prepara uma nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância em todo o território nacional. O Sistema Único de Saúde (SUS) está estruturado para oferecer atendimento, diagnóstico por exames laboratoriais e tratamento, que é definido de acordo com a gravidade de cada paciente. Os sintomas iniciais mais comuns são febre de início abrupto, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos, sendo essencial procurar assistência médica ao apresentá-los.
Panorama em Santa Catarina e São Paulo
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Santa Catarina confirmou nesta segunda-feira (24) dois casos da doença. Uma idosa de 77 anos, residente em Imbituba, veio a óbito, enquanto um homem de 56 anos, morador de Caçador, recebeu alta após período de internação. Ambos os pacientes apresentaram manifestações neurológicas e passam por investigação epidemiológica para mapear o local da infecção e a circulação viral.
No estado de São Paulo, os dois primeiros casos foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz. O primeiro caso refere-se a uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que se recuperou após uma viagem recente à região amazônica. O segundo registro é de uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos. As autoridades de saúde ainda investigam a origem exata do contágio para ambos os casos paulistas.
Transmissão, Fatores de Risco e Prevenção
A Febre do Nilo Ocidental é transmitida pela picada de mosquitos infectados, principalmente o pernilongo comum, de forma semelhante ao ciclo de doenças como Dengue e Febre Amarela. Estes insetos são contaminados ao picarem aves silvestres, que são os hospedeiros naturais do vírus. Embora humanos e equídeos não transmitam a doença diretamente, formas raras de contágio incluem transfusões de sangue, transplantes de órgãos, aleitamento materno e transmissão transplacentária.
A contaminação é mais frequente em áreas rurais e silvestres devido à presença de aves migratórias e vetores. Profissionais como veterinários, agrônomos, biólogos e agricultores devem redobrar a atenção. Cerca de 20% dos infectados manifestam sintomas leves como mal-estar, anorexia, dor nos olhos e manchas vermelhas pelo corpo (exantema). Em situações graves, podem ocorrer complicações neurológicas como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.
Atualmente, não existe vacina para uso humano contra a doença, tornando as medidas preventivas fundamentais. Recomenda-se o uso de repelentes, instalação de telas em portas e janelas, evitar o acúmulo de água parada e não manipular animais mortos. O descarte correto de lixo e a manutenção de boas condições de saneamento básico também são essenciais para reduzir a proliferação dos mosquitos transmissores.
