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Ministério da Saúde pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

Ministério da Saúde envia pedido à Conitec para avaliar a incorporação de canetas emagrecedoras no SUS para pacientes com obesidade.

Redação•24 de set. de 2026, 20:12
Ministério da Saúde pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS
Imagem: site

Ministério da Saúde pede inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

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O Ministério da Saúde formalizou nesta quinta-feira, 24, um pedido para analisar a incorporação das canetas antiobesidade, conhecidas como canetas emagrecedoras, na rede pública de saúde. O documento foi enviado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para avaliar a oferta do tratamento a pessoas que vivem com obesidade.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que pacientes do SUS com obesidade receberão o tratamento mediante prescrição médica, sem detalhar prazos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a distribuição terá como foco pacientes com maior potencial de benefício, como pessoas com obesidade grave, doenças associadas — a exemplo de problemas cardiovasculares —, indicação para cirurgia bariátrica e mulheres que tiveram câncer de mama, para verificar se a medicação pode diminuir o risco de retorno do tumor. Padilha ressaltou que a finalidade não é um “milagre estético”, mas o tratamento de uma doença crônica.

A solicitação da pasta baseia-se na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso em escala populacional de terapias com agonistas do GLP-1 a longo prazo, lançada no fim de 2025. Segundo a nota do ministério, a entidade alerta que a falta de políticas deliberadas pode ampliar as disparidades de saúde e exige ações urgentes na produção, acessibilidade e prontidão dos sistemas globais. A prevalência da obesidade no Brasil subiu de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024.

Queda de preços e foco em medicamentos sem patente

Outro ponto levantado foi a diminuição de 70% no valor das canetas emagrecedoras em menos de um ano, impulsionada pela concorrência decorrente da queda da patente da semaglutida em março. Por essa razão, o ministério solicitou a avaliação exclusiva de medicações baseadas em liraglutida e semaglutida. O órgão informou que o país registra 25 canetas antiobesidade, sendo 14 em 2026, com versões nacionais e genéricos.

Projeto-piloto e etapas no SUS

Atualmente, o uso da medicação na rede pública ocorre em um estudo piloto chamado Real-Bari, com duração prevista de dois anos para acompanhar 250 pacientes com obesidade grave no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS). Os participantes possuem comorbidades, indicação para bariátrica, diagnóstico há mais de um ano e histórico de falha no tratamento convencional por pelo menos dois meses, perfil que abrange 91% dos casos de obesidade grau 3.

O aval da Conitec representa a etapa inicial para a chegada da semaglutida ao sistema público. Anteriormente, a Novo Nordisk teve um pedido negado devido a um impacto orçamentário superior a R$ 8 bilhões, mas um novo pleito em junho incluiu um desconto de 59% e restrições para pacientes com mais de 45 anos, sem diabetes e com histórico de infarto. Após eventual parecer da Conitec, ainda são exigidos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e o prazo de 180 dias para a efetivação da oferta pelo Ministério da Saúde.

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/ministerio-da-saude-formaliza-pedido-para-incorporacao-de-canetas-emagrecedoras-no-sus/

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