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Ministra do Trabalho da Alemanha renuncia em meio a crise na coalizão

Baerbel Bas renunciou ao cargo de ministra do Trabalho da Alemanha de forma inesperada, ampliando a crise na coalizão do chanceler Friedrich Merz.

Redação•12 de out. de 2026, 17:30
Ministra do Trabalho da Alemanha renuncia em meio a crise na coalizão
Imagem: site

Ministra do Trabalho da Alemanha renuncia em meio a crise na coalizão

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A ministra do Trabalho alemã e copresidente do Partido Social-Democrata (SPD), Baerbel Bas, pediu demissão de maneira inesperada nesta segunda-feira, 12. A saída representa um novo revés para a coalizão liderada pelo chanceler Friedrich Merz, da União Democrata-Cristã (CDU), que governa com uma maioria apertada no Parlamento com o apoio do SPD. Com a renúncia, toda a liderança do SPD passará por uma nova eleição durante uma conferência especial do partido marcada para o final do ano.

Baerbel Bas deixou seus cargos por motivos pessoais. Ela relatou que lidar com o luto após a perda recente de sua enteada tornou-se insuportável devido a ataques públicos vindos de membros da CDU, seu parceiro de coalizão. Como o Ministério do Trabalho supervisiona o sistema de bem-estar social da Alemanha, Bas era alvo constante de críticas que a acusavam de bloquear reformas econômicas e cortes orçamentários.

A saída de uma ministra ocorre em um momento de alta turbulência para a gestão de Merz, que assumiu o cargo de chanceler há cinco meses. A pressão sobre o governo aumentou após derrotas expressivas em eleições estaduais no mês passado, destacando-se as vitórias da legenda de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) no leste do país e o avanço do partido de esquerda Die Linke sobre a CDU na capital Berlim.

No início de outubro, um levantamento da emissora pública ARD indicou que apenas um em cada dez alemães está satisfeito com o trabalho de Merz, o pior índice para um chanceler desde o início da série histórica em 1997. Para a chefia do Ministério do Trabalho, o chanceler nomeou Alexander Schweitzer, ex-governador do estado da Renânia-Palatinado. Merz declarou que novas leis e reformas deverão avançar rapidamente sob a nova gestão para demonstrar disposição a mudanças.

O chanceler enfrentou dificuldades para obter apoio popular a medidas de disciplina fiscal destinadas a conter um déficit de 71,3 bilhões de euros, equivalente a 3,1% do PIB e acima da meta de 3% estabelecida pela União Europeia. As políticas incluem o adiamento da idade de aposentadoria, o encarecimento dos planos de saúde e a redução de proteções trabalhistas. O governo passará por novos testes no próximo ano em cinco eleições regionais, que influenciarão a capacidade de aprovação de leis no Bundesrat, a câmara alta do parlamento alemão.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/o-novo-golpe-para-merz-apos-derrotas-acachapantes-em-eleicoes-estaduais-na-alemanha/

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