O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou no domingo (27) que a seleção de futebol da Irlanda estaria "novamente do lado errado da história". A manifestação, feita por meio de uma publicação na rede social X, ocorreu após jogadores da equipe irlandesa protestarem contra o governo israelense antes de uma partida válida pelas Ligas das Nações da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol).
Em sua postagem, o chanceler israelense fez referência a um acontecimento de 1936, período em que a Alemanha era governada por Adolf Hitler e realizou um amistoso contra a seleção da Irlanda. De acordo com registros históricos citados pelo jornal irlandês The Irish Times, atletas da equipe irlandesa executaram saudações nazistas voltados ao público e aos jogadores alemães antes do início da partida. Segundo o ministro Saar, para honrar os anfitriões, os jogadores irlandeses permaneceram em pé e fizeram a saudação nazista enquanto o hino alemão "Deutschland über alles" era executado.
Ao comparar os eventos, Saar afirmou que, no passado, o time fez a saudação nazista e que, atualmente, posiciona-se ao lado do terrorismo palestino. O ministro acrescentou que, acima das braçadeiras pretas utilizadas pelos atletas irlandeses, estaria a bandeira preta do jihadismo.
Protestos da seleção irlandesa
Antes do confronto de domingo, os jogadores da Irlanda realizaram atos em prol da Palestina, utilizando braçadeiras pretas e abaixando a cabeça durante a execução do hino de Israel. As manifestações, no entanto, antecederam a data do jogo.
No sábado (26), o goleiro Gavin Bazunu anunciou em suas redes sociais que não entraria em campo. O jogador justificou sua decisão afirmando ser um homem de fé e princípios, considerando errado participar dos confrontos contra Israel. Bazunu pontuou que sua posição não era direcionada contra o povo israelense ou a comunidade judaica, mas sim em oposição às atrocidades na região.
Decisão da Associação de Futebol da Irlanda
Apesar de pressões e diversos protestos na Irlanda exigindo que a seleção não disputasse a partida contra Israel, o elenco decidiu seguir com o compromisso após uma votação interna.
David Courell, CEO da FAI (Associação de Futebol da Irlanda), relatou que um atleta manifestou desconforto ao treinador e indicou o desejo de se retirar da equipe. Posteriormente, o elenco realizou uma votação nos últimos 90 minutos para avaliar a opinião sobre o cumprimento dos jogos, resultando em uma ampla maioria a favor da continuidade. Com base nisso, a associação decidiu manter a partida, reforçando que sempre teve a intenção de cumpri-la.
