O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin compareceu às urnas neste domingo (4) para registrar seu voto no primeiro turno das eleições em Brasília (DF). O magistrado votou por volta das 9h30, no Lago Sul, bairro nobre da capital federal. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a expectativa é de que 158.745.483 eleitores participem das votações nas eleições de 2026, o que representa um aumento de 2,2 milhões de votantes em comparação com o pleito anterior.
Neste processo eleitoral, os cidadãos escolhem representantes para seis cargos: presidente, governador, senador (com duas vagas), deputado federal e deputado estadual ou distrital. Caso ocorra segundo turno para os cargos do executivo, a votação está marcada para o dia 25 de outubro.
Além de Cristiano Zanin, outros cinco ministros da Suprema Corte também votam em Brasília. O STF esteve no centro do cenário político durante a reta final da campanha, marcado por divergências entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes sobre as investigações da fraude do Banco Master e de Daniel Vorcaro.
Diante da crise institucional gerada pelos embates entre os colegas de corte, a atuação de Cristiano Zanin envolveu posicionamentos processuais no Plenário e decisões estratégicas na Câmara dos Deputados. O ministro assumiu a relatoria de um mandado de segurança que solicitava a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara para investigar Daniel Vorcaro e o Banco Master. Na decisão, Zanin rejeitou a liminar solicitada por parlamentares e preservou o rito interno da Casa Legislativa, destacando que a definição de comissões e pautas compete à mesa diretora sob a prerrogativa de matéria interna corporis.
Durante a sessão de 15 de setembro, em meio ao momento mais intenso do conflito entre Moraes e Mendonça, o voto de Zanin buscou mitigar desgastes políticos para o tribunal. O ministro alinhou-se à divergência apresentada por Flávio Dino para unificar em um único julgamento colegiado todas as frentes de investigação, relatórios da Polícia Federal e nulidades de provas. A posição visava padronizar o entendimento do STF sobre o segredo de justiça e barrar decisões divididas sobre as atuações dos magistrados. Para fundamentar suas análises formais e embasar votos em processos sob sua condução, Zanin oficiou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, requisitando acesso completo ao material obtido no celular de Daniel Vorcaro.
