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Movimento das Baratas: Oposição da Índia marcha até a Suprema Corte

Centenas de manifestantes da oposição na Índia marcharam até a Suprema Corte nesta segunda-feira (12) contra a exclusão de milhões de eleitores das listas oficiais.

Redação•12 de out. de 2026, 11:30
Movimento das Baratas: Oposição da Índia marcha até a Suprema Corte
Imagem: site

Movimento das Baratas: Oposição da Índia marcha até a Suprema Corte

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Centenas de manifestantes de partidos de oposição marcharam até a Suprema Corte da Índia nesta segunda-feira (12) para protestar contra a remoção de milhões de nomes das listas de eleitores. A medida provocou dias de agitação na capital indiana e desafiou o primeiro-ministro Narendra Modi.

Partidos de oposição e apoiadores do movimento juvenil “das baratas” têm saído às ruas quase diariamente neste mês para exigir a renúncia do Comissário-Chefe Eleitoral, Gyanesh Kumar. Os críticos apontam que a revisão beneficia o partido BJP (Bharatiya Janata), de Modi. Iniciada no ano passado, a mudança resultou na exclusão de mais de 130 milhões de nomes das listas de eleitores — número superior à população do Japão. O total inclui 28 milhões de pessoas falecidas, 63 milhões que mudaram de residência e 30 milhões que não puderam ser localizadas.

A polícia deteve milhares de manifestantes durante o fim de semana, incluindo líderes do CJP (Cockroach Janta Party), após apoiadores tentarem marchar e serem barrados por milhares de agentes de segurança que isolaram o centro de Nova Délhi. A Comissão Eleitoral negou favorecer qualquer legenda e declarou que os eleitores excluídos indevidamente podem se recadastrar. Por sua vez, o BJP acusou os rivais de tentarem minar a democracia do país ao questionarem indevidamente processos eleitorais legítimos.

A marcha até a Suprema Corte ocorreu para protocolar uma petição sobre a revisão da lista de eleitores. A iniciativa veio após o presidente do tribunal, Surya Kant, recusar o pedido de reunião feito pela oposição. Kant argumentou que as questões já estavam sob análise da corte e que discutir casos pendentes violaria a ética e a conduta judicial, sugerindo a apresentação de uma petição formal. Membros de partidos de oposição e grupos estudantis de esquerda marcharam a pé, enquanto os líderes fizeram o trajeto de ônibus.

“Os valores fundamentais deste país estão sendo atacados, as instituições estão perdendo sua independência… Estou aqui para protestar contra esse ataque”, afirmou Anirudh Siyag, doutorando participante do protesto.

Para conter a manifestação, as autoridades fecharam seis estações de metrô por 10 horas e restringiram o tráfego em mais de 20 trechos. Centenas de agentes de segurança com equipamentos de choque foram mobilizados, com vias principais bloqueadas por barricadas e canhões de água de prontidão.

Novos locais e acusações políticas

O ministro da Agricultura, Shivraj Singh Chouhan, declarou a jornalistas que os protestos representam uma tentativa do principal partido de oposição, o Congresso, de tomar o poder. Segundo ele, os atos buscam desacreditar instituições constitucionais e espalhar caos nas ruas.

A Polícia de Nova Délhi anunciou que Jantar Mantar não é mais considerado local oficial para protestos e indicou três novos locais. O movimento juvenil CJP já havia realizado um protesto com ocupação de semanas no local no início do ano para exigir a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, devido a vazamentos de exames. Líderes do grupo reuniram-se com a polícia para exigir data para um protesto pacífico, sob ameaça de novas convocações.

O movimento juvenil representa um dos maiores desafios políticos para Modi em seus 12 anos no poder, mobilizando protestos sobre infraestrutura escolar e oferta de empregos. Os atos eclodiram após o jornal “Indian Express” noticiar que dois vice-diretores de Kumar levantaram preocupações internas sobre revisões nas listas de eleitores, procedimentos de registro e sistemas digitais.

Partidos de oposição alegam que eleitores muçulmanos e outras minorias são afetados de forma desproporcional pelas exclusões. A comissão eleitoral e o BJP rejeitam tais acusações.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/movimento-das-baratas-oposicao-da-india-marcha-ate-a-suprema-corte/

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