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Mudanças bruscas de clima afetam circulação, coração e saúde

Variações drásticas de temperatura impactam a circulação sanguínea, o coração e o sistema respiratório, exigindo cuidados específicos.

Redação•10 de out. de 2026, 04:30
Mudanças bruscas de clima afetam circulação, coração e saúde
Imagem: site

Mudanças bruscas de clima afetam circulação, coração e saúde

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Variações drásticas de temperatura em poucas horas exigem adaptações do organismo humano, impactando diretamente o sistema respiratório, a circulação sanguínea e o coração. De acordo com o Dr. Herik Oliveira, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o corpo altera a mecânica dos vasos sanguíneos para tentar preservar a temperatura interna.

No calor, ocorre a vasodilatação para liberar o calor interno, o que pode provocar queda na pressão arterial e acúmulo de líquido nos pés e nas pernas. No frio, o efeito é oposto por meio da vasoconstrição, que contrai os vasos para reter calor, elevando a pressão arterial e exigindo maior esforço do coração.

Impactos no organismo

As oscilações térmicas causam diferentes reações nos sistemas corporais:

  • Sistema respiratório: a transição rápida para o frio desidrata e inflama as vias aéreas, gerando sintomas como coriza, tosse, espirros, rouquidão e dor de garganta.
  • Sistema cardiovascular: o frio causa vasoconstrição e aumenta a pressão arterial, enquanto o calor provoca vasodilatação, podendo gerar tonturas, quedas de pressão e desmaios.
  • Pele e sistema imunológico: o ar ressecado pode provocar coceiras e irritações cutâneas, ao passo que a queda temporária na imunidade deixa o organismo mais exposto a infecções virais, como gripes e resfriados.

Grupos vulneráveis

Embora as viradas bruscas no tempo afetem qualquer indivíduo, a adaptação não ocorre na mesma velocidade para todos. Os grupos que exigem maior atenção incluem:

  • Crianças: possuem sistema de termorregulação e organismo em desenvolvimento, além de menor autonomia para proteção e menor facilidade para verbalizar sede.
  • Idosos: apresentam redução na percepção natural de sede e menor eficiência cardiovascular com o envelhecimento, retardando a resposta térmica.
  • Pessoas com Doenças Crônicas: pacientes com asma, bronquite, rinite ou problemas cardíacos sofrem sobrecarga súbita que pode desencadear crises.
  • Populações Vulneráveis: indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica enfrentam maior exposição devido ao acesso restrito a abrigo, refrigeração, saneamento e saúde.

Cuidados recomendados

Para os dias de calor intenso, as orientações incluem manter o corpo em movimento com caminhadas curtas de 5 a 10 minutos para estimular a circulação nas pernas, elevar os membros inferiores no nível do coração por 10 a 15 minutos algumas vezes ao dia para diminuir o inchaço, ajustar treinos para o início da manhã ou fim da tarde em locais ventilados, além de manter constante a hidratação e reduzir o consumo de sal e gordura.

Nos dias de frio intenso, recomenda-se proteger as extremidades com luvas e meias térmicas para evitar choque térmico direto nos vasos periféricos, manter a ingestão de água mesmo com a menor sensação de sede e realizar atividades físicas leves para auxiliar no aquecimento corporal e na circulação do sangue retido nas extremidades.

A indicação médica é procurar atendimento caso ocorram tonturas frequentes, oscilações bruscas de pressão arterial ou crises respiratórias intensas, sendo a investigação fundamental para identificar condições agravadas pelas condições climáticas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/mudancas-bruscas-de-clima-impactam-a-circulacao-e-o-coracao-entenda-riscos/

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