Primeiro uso de tribunal para estrangeiros terroristas
Nazira Haji Zada, uma mulher afegã de 47 anos, foi deportada dos Estados Unidos em um caso histórico. Ela era residente permanente legal no Texas e foi alvo de um tribunal especializado criado há 30 anos, conhecido como Tribunal de Remoção de Estrangeiros Terroristas, mas que nunca havia sido utilizado até agora.
Acusações e o processo sigiloso
O Departamento de Justiça dos EUA acusou Zada de auxiliar no ocultamento de um plano fracassado, inspirado pelo Estado Islâmico, que visava um tiroteio em massa durante a eleição presidencial de 2024. Embora nunca tenha sido formalmente processada por um crime comum, seu filho e genro já haviam se declarado culpados por acusações relacionadas no ano anterior.
O tribunal em questão permite que o governo utilize evidências sigilosas em processos de deportação, impedindo que os réus tenham acesso às provas contra eles. A defesa de Zada, representada pelo defensor público Matthew Farley, contestou a constitucionalidade do processo, argumentando que a restrição ao acesso de provas viola o devido processo legal. Apesar da contestação, a juíza-chefe Joan Ericksen aprovou a remoção após Zada consentir com a deportação.
Impacto e segurança nacional
Para o Procurador-Geral Todd Blanche, a remoção da afegã representa uma vitória para a segurança nacional. O caso integra uma série de medidas mais rigorosas adotadas pela gestão do presidente Donald Trump em relação à imigração. A defesa de Zada, contudo, reforçou que o consentimento da cliente não legitima o tribunal e expressou confiança de que, futuramente, a corte será declarada inconstitucional.
