A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) contará com 16 mulheres ocupando suas 70 cadeiras a partir de 1º de fevereiro de 2027. O montante de representantes femininas eleitas pelo eleitorado fluminense mantém-se próximo ao registrado no pleito anterior, que teve 15 parlamentares escolhidas. Cerca de 23% das vagas destinadas a deputadas serão preenchidas majoritariamente por nomes do PT (4), do PL (3), do PSD (3) e do PSOL (3), além de contarem com uma representante de cada legenda no PCdoB, no PDT e no Republicanos.
Apesar de menos de um quarto dos eleitos serem mulheres, o cenário difere no topo do ranking de votação. Entre os dez candidatos que receberam maior apoio dos eleitores, metade é composta por mulheres, embora a distribuição igualitária se desequilibre no restante da lista.
Conheça as parlamentares entre as mais votadas
Índia Armelau (PL): Integrante do Partido Liberal, reuniu quase 3% do eleitorado e obteve a maior votação entre todos os candidatos ao parlamento no Rio. A atleta de CrossFit, ex-nadadora profissional e ex-competidora pelo Vasco da Gama foi eleita deputada estadual pela primeira vez em 2022 e registrou mais de quatro vezes a votação anterior, somando 248.504 votos. Seu blog aponta atuação na proteção das mulheres na segurança pública, programas de apoio psicológico em saúde mental e acesso ao esporte para pessoas com deficiência. Nas redes sociais, acumula quase um milhão de seguidores e apoia Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência e Douglas Ruas (PL) para o governo estadual.
Renata Souza (PSOL): Com pouco mais de 2% do eleitorado fluminense (176.871 votos), ficou na terceira posição entre os mais votados para a assembleia. Jornalista e doutora em comunicação e cultura, atuou por cerca de dez anos com a equipe de Marcelo Freixo e foi chefe de gabinete de Marielle Franco. Este mandato marca seu terceiro consecutivo como deputada estadual. Suas propostas focam nos direitos das mulheres, melhorias nas condições de vida em favelas e periferias e preservação ambiental, sendo autora de lei sancionada em setembro de 2025 que define políticas estaduais de apoio à economia do cuidado.
Dani Balbi (PCdoB): Quarta colocada entre os mais votados, com o apoio de pouco menos de 2% do eleitorado (169.474 votos), será a única representante de sua legenda. Professora e doutora em literatura, foi eleita pela primeira vez em 2022, tornando-se a primeira mulher transgênero no parlamento fluminense. Sua plataforma digital prioriza pautas LGBTQIAPN+, como cotas para pessoas trans em universidades estaduais, transporte público com tarifa zero e piso salarial no plano de carreira da educação. Ela manifesta apoio a Lula (PT) na disputa presidencial.
Elika Takimoto (PT): Sétima mais votada na disputa pelas cadeiras parlamentares, registrou 135.271 votos. A deputada reeleita é professora, escritora, física e mestre em história das ciências. Suas propostas abrangem acessibilidade educacional, acesso feminino a mecanismos de proteção e direitos das pessoas com deficiência. Takimoto também preside a Comissão de Ciência e Tecnologia da Alerj.
Dra. Gabriela (PL): Conquistou o apoio de pouco mais de 1% do eleitorado do Rio (96.267 votos), alcançando a décima posição entre os mais votados. Médica cardiologista eleita para a Alerj pela primeira vez, teve como principal bandeira de campanha a saúde pública, com ênfase na inclusão de pessoas neuroatípicas e foco em infraestrutura e saneamento básico na Região dos Lagos. Ela é irmã do prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, também filiado ao PL.
Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/mulheres-sao-metade-dos-dez-candidatos-mais-votados-para-a-alerj/
