Crise humanitária e busca por sobreviventes
O número de mortos devido aos deslizamentos de terra e enchentes que atingiram o Nepal em 26 de agosto subiu para 1.385, segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA). Com mais de 5.100 pessoas ainda desaparecidas, as autoridades realizaram enterros coletivos em Bidur, no distrito de Nuwakot. Militares utilizaram trajes de proteção para realizar o sepultamento de 48 vítimas identificadas por recipientes numerados.
Apelo por justiça climática
O governo do Nepal planeja solicitar esta semana US$ 5 bilhões à comunidade internacional para cobrir a fase inicial de reconstrução. O país defende que nações ricas, grandes emissoras de gases de efeito estufa, devem assumir a responsabilidade financeira pelo desastre, classificando a situação como uma questão de justiça climática.
Dharam Raj Uprety, gestor de desastres do Nepal, reforçou que o desastre é uma consequência direta das mudanças climáticas. O plano de reconstrução, que foca nos próximos cinco meses, será apresentado ao Banco Mundial, ao Banco Asiático de Desenvolvimento e a diversos países, incluindo Estados Unidos, China, Reino Unido e membros da União Europeia.
Desafios na reconstrução
Apesar da urgência, a experiência de países como o Paquistão serve de alerta. Em 2022, promessas de auxílio internacional demoraram a chegar e parte dos recursos foi desviada para a importação de petróleo em vez de reconstrução direta. O Nepal agora finaliza um relatório sobre danos em escolas, abrigos e infraestrutura essencial antes do discurso do primeiro-ministro Balendra Shah na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 24 de setembro, onde buscará maior apoio global.
