Denúncia sobre alerta dos Emirados Árabes
Líderes da oposição israelense expressaram indignação após uma investigação do jornal Haaretz revelar que o governo dos Emirados Árabes Unidos teria alertado Benjamin Netanyahu sobre os preparativos do Hamas para o ataque de 7 de outubro de 2023. Segundo a reportagem, o presidente emirati, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, contatou Netanyahu cerca de dez dias antes da incursão para informar sobre a ofensiva, mas o premiê teria ignorado o aviso.
Negativas do governo e pressão política
O gabinete de Netanyahu classificou as alegações como "puras mentiras" e negou qualquer interação direta com o líder dos Emirados naquele período, admitindo apenas a possibilidade de trocas via canais de inteligência. Já o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados optou por não comentar o caso.
A revelação intensificou a pressão política. Gadi Eisenkot, ex-comandante militar e rival político, afirmou que Netanyahu recebeu diversos alertas e demonstrou inaptidão. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e o líder do partido Democratas, Yair Golan, também exigiram a renúncia imediata do premiê, responsabilizando-o diretamente pela tragédia que resultou em 1.221 mortes.
Origem das informações
O Haaretz detalha que o aviso partiu de Yahya Sinwar, líder do Hamas em Gaza na época, que teria confidenciado planos de uma "tremenda operação" a um dirigente palestino. Essa informação chegou a um assessor emirati e, posteriormente, ao presidente Mohamed bin Zayed, que teria tentado alertar Netanyahu. O conflito que se seguiu deixou um saldo devastador: mais de 73 mil palestinos mortos, destruição massiva de infraestruturas em Gaza e uma crise humanitária severa que atinge mais de um milhão de pessoas.
