O Prêmio Nobel de Economia de 2026 foi atribuído aos economistas Robert E. Hall e Michael Woodford. O anúncio oficial ocorreu nesta segunda-feira (12), realizado pela Academia Real das Ciências da Suécia.
A premiação reconhece as pesquisas dos dois acadêmicos centradas nas bases microeconômicas da estabilização macroeconômica. Segundo a entidade sueca, Hall e Woodford desenvolveram modelos macroeconômicos inovadores que ampliam a eficácia na implementação de políticas de estabilização, permitindo a adoção pontual de medidas fiscais e monetárias capazes de abrandar oscilações prejudiciais à economia.
John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas, destacou em comunicado que o trabalho dos laureados oferece uma base teórica consistente para ferramentas atualmente empregadas por governos e bancos centrais em todo o planeta, preparando o cenário global para mitigar choques econômicos como crises energéticas e alterações abruptas no consumo das famílias.
Perfil dos laureados
- Robert E. Hall: Nascido em Palo Alto, nos Estados Unidos, em 1943, atua como professor na Universidade de Stanford.
- Michael Woodford: Nascido em Chicopee, nos EUA, em 1959, exerce a função de professor na Universidade de Columbia.
Emocionado durante a transmissão do anúncio pela academia sueca, Woodford declarou por telefone: “É uma honra tremenda e uma surpresa, mas me sinto muito bem”.
O prêmio de Economia encerra o ciclo de anúncios das premiações Nobel do ano. O valor estipulado para a honraria é de 12 milhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 1,2 milhão.
Historicamente, a maior parte dos laureados na categoria provém dos Estados Unidos, enquanto apenas três mulheres receberam a comenda até o momento, sendo a mais recente Claudia Goldin, premiada em 2023.
Sobre a premiação
Oficialmente designado como "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", o reconhecimento foi instituído em 1968 e entregue pela primeira vez em 1969. A distinção econômica não integrou o grupo original de prêmios estipulado no testamento do industrialista sueco Alfred Nobel em 1895, cujas áreas contempladas desde 1901 englobam Medicina, Física, Química, Literatura e Paz.
