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Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford

Robert E. Hall e Michael Woodford vencem o Nobel de Economia de 2026 por modelos voltados à estabilização da economia e controle de crises.

Redação•12 de out. de 2026, 09:30
Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford
Imagem: site

Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford

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Os economistas Robert E. Hall e Michael Woodford foram os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2026, anunciado nesta segunda-feira (12). A premiação foi concedida pela Academia Real das Ciências da Suécia devido aos estudos da dupla voltados para a estabilização da economia.

Os laureados desenvolveram modelos analíticos projetados para auxiliar governos e bancos centrais a mitigar oscilações econômicas, como períodos de crise ou de expansão excessiva. A principal contribuição da pesquisa foi demonstrar que, para assegurar a estabilidade econômica, é fundamental considerar as escolhas individuais de famílias e empresas, indo além de uma análise macroeconômica tradicional de cima para baixo.

Enquanto Robert E. Hall concentrou seus esforços na compreensão do comportamento de consumo das famílias, Michael Woodford dedicou-se a investigar a maneira como as empresas determinam seus preços.

Histórico recente dos vencedores do Nobel de Economia

Confira os ganhadores das edições anteriores e os temas que motivaram a premiação:

  • 2025: Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, por pesquisas sobre crescimento econômico impulsionado pela inovação.
  • 2024: Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson, por estudos sobre as diferenças na prosperidade entre as nações.
  • 2023: Claudia Goldim, por análises sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho.
  • 2022: Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig, por investigações acerca dos bancos e sua relação com crises financeiras.
  • 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens, por trabalhos sobre os impactos do salário mínimo, da imigração e da educação.
  • 2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson, por aprimoramentos na teoria e na criação de novos formatos de leilões.
  • 2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer, por iniciativas no combate global à pobreza.
  • 2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer, por pesquisas sobre economia sustentável e crescimento a longo prazo.
  • 2017: Richard Thaler, por estudos sobre os efeitos de mecanismos psicológicos e sociais nas decisões de consumidores e investidores.
  • 2016: Oliver Hart e Bengt Holmström, por contribuições fundamentais à teoria dos contratos.
  • 2015: Angus Deaton, por análises sobre consumo, pobreza e bem-estar.
  • 2014: Jean Tirole, por sua avaliação do poder de mercado e regulamentação.
  • 2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller, por investigações sobre mercados financeiros.

Origem e contexto do prêmio

Formalmente denominado "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", o reconhecimento foi instituído em 1968 e entregue pela primeira vez em 1969. A honraria não integrava o conjunto original de cinco prêmios estipulados em testamento pelo industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite, cujas categorias (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram inauguradas em 1901.

O Nobel de Economia encerra o ciclo de anúncios das premiações do ano. Apesar de ser considerado o reconhecimento de maior prestígio acadêmico na área econômica, críticos apontam que ele não possui o mesmo status histórico das disciplinas estipuladas por Alfred Nobel, sendo por vezes rotulado por detratores como um "falso Nobel" associado a correntes econômicas ortodoxas e liberais.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/12/nobel-de-economia-quem-ganhou-nos-ultimos-anos-e-quais-ideias-renderam-o-premio.ghtml

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