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Nota da CNBB sobre fake news gera declarações de Flávio Bolsonaro

Senador Flávio Bolsonaro elogiou nota da CNBB sobre desinformação envolvendo Nossa Senhora Aparecida durante ato em São Paulo.

Redação•29 de set. de 2026, 02:37
Nota da CNBB sobre fake news gera declarações de Flávio Bolsonaro
Imagem: site

Nota da CNBB sobre fake news gera declarações de Flávio Bolsonaro

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Durante um evento de campanha na região central da cidade de São Paulo nesta segunda-feira (28), o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comentou a nota oficial divulgada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Na declaração, a entidade religiosa afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração e divulgação de informações falsas associadas à padroeira do país, Nossa Senhora Aparecida.

A agenda contou com a presença do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Para o presidenciável, o comunicado da instituição foi considerado positivo e esclarecedor. "Eu estava esperando a nota da CNBB e saiu hoje. Foi muito boa a nota deles, esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida, ela deixar de ser a madrinha do Brasil, era uma grande mentira", afirmou o senador.

Segundo Flávio Bolsonaro, a desinformação relacionando sua candidatura a um projeto para retirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país representou a maior fake news desta campanha. O candidato apontou que a repercussão do caso foi potencializada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). "Ela foi compartilhada pela Janja, foi compartilhada pela Simone Tebet aqui em São Paulo, foi compartilhada por toda a esquerda para tentar desgastar", argumentou.

A polêmica teve origem em vídeos de agosto nos quais o parlamentar declarou que, ao assumir a presidência, um dos primeiros atos seria decretar que o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo. A gravação foi utilizada em postagens fora de contexto para sugerir planos de alterar o status de Nossa Senhora Aparecida. As publicações foram interpretadas como um aceno ao eleitorado evangélico — religião seguida pelo político — e apontadas como um ataque aos católicos.

Em contrapartida, a proposta real mencionada no debate político data de 2007 e foi apresentada pelo então deputado federal Professor Victório Galli (à época no antigo PMDB). O Projeto de Lei 2.623/2007 buscava alterar a legislação do feriado de 12 de outubro para substituir a expressão "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". A proposta, contudo, foi arquivada pela mesa diretora da Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2022.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/flavio-diz-que-nota-da-cnbb-confirma-fake-news-entidade-nega/

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