O instituto BTG/Nexus divulga na próxima segunda-feira, 28, a sua nova rodada de pesquisa sobre a corrida presidencial, faltando poucos dias para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O levantamento ouve 2.000 eleitores com 16 anos ou mais por meio de entrevistas telefônicas entre os dias 25 e 27 de setembro. O registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-07557/2026, contando com margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Cenários e intenção de voto
A pesquisa atualiza os cenários de primeiro e segundo turnos, avaliando também a firmeza das escolhas, as segundas opções, o potencial de voto e a taxa de rejeição dos candidatos. No primeiro turno, o questionário traz uma pergunta espontânea e um modelo estimulado com 13 nomes, incluindo o atual presidente Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Samara, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Veterinário Wilson Grassi, Clariana Barão e Leonardo Avalanche.
Na rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, Lula registrava 40% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 37%, situando a diferença dentro da margem de erro. Augusto Cury pontuava com 6%, Caiado com 5%, Renan com 3%, e Zema e Samara somavam 1% cada.
Confrontos de segundo turno
O levantamento testa novamente cinco cenários de segundo turno, todos colocando o presidente Lula frente a frente com o senador Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado, Renan Santos e Augusto Cury. O embate direto entre Lula e Flávio recebe destaque após a medição anterior apontar 46% para o atual presidente e 45% para o senador, configurando empate técnico. O instituto também questiona se o voto nesse eventual segundo turno já está consolidado ou se pode sofrer alterações.
Comportamento e consolidação do eleitor
A nova pesquisa aprofunda a investigação sobre a reta final da campanha, questionando a chance efetiva de mudança entre os eleitores indecisos e o momento em que os eleitores já decididos consolidaram sua escolha. Na rodada passada, 84% afirmaram que não pretendiam trocar de candidato, ao passo que 15% admitiram tal possibilidade. Desta vez, quem sinalizar que pode mudar precisará classificar essa probabilidade em muito alta, alta, baixa ou muito baixa.
Entre os que declaram voto definitivo, a pesquisa mede quando ocorreu a decisão, variando entre a última semana, os últimos quinze dias, o último mês, os últimos dois meses, os últimos seis meses ou há mais de seis meses. Além disso, o questionário testa o conhecimento do eleitor sobre o número exato do candidato que pretende digitar na urna e investiga a disposição para comparecer à votação.
Fatores de escolha, rejeição e panorama econômico
O levantamento mede quais fatores pesam mais na decisão de voto, permitindo que cada eleitor indique o principal e o segundo principal motivo entre economia brasileira, situação financeira pessoal, segurança pública, acusações de corrupção, saúde pública, educação pública e rejeição a outro candidato. A expectativa de vitória também é verificada, lembrando que na pesquisa anterior Lula foi apontado por 54% dos entrevistados como o favorito a vencer, contra 36% que indicaram Flávio Bolsonaro.
A taxa de rejeição e o potencial de voto continuam sendo mapeados para Lula, Flávio, Renan, Zema, Caiado e Cury. No campo administrativo e econômico, o instituto atualiza a avaliação do governo Lula — cuja rodada anterior marcou 46% de aprovação e 50% de desaprovação, além de 35% de ótimo ou bom e 46% de ruim ou péssimo —, além de examinar a percepção sobre a economia nacional e a situação financeira pessoal.
