O instituto Datafolha divulga nesta quinta-feira, 15, a partir das 18h30 (horário de Brasília), uma nova pesquisa sobre a disputa presidencial para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para o dia 25 de outubro. O levantamento atualiza as intenções de voto em um cenário que testa diretamente o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Na sondagem anterior, publicada em 8 de outubro, Flávio Bolsonaro registrou 49% das intenções de voto totais, enquanto Lula somou 45%. A distância de quatro pontos percentuais configurava empate técnico, considerando o limite da margem de erro de dois pontos percentuais.
Para o novo estudo, foram ouvidos 2.520 eleitores presencialmente em municípios de todas as regiões brasileiras, entre os dias 13 e 15 de outubro. A pesquisa utilizou questionários eletrônicos e selecionou os participantes com base em critérios como gênero, idade, escolaridade e renda familiar. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Encomendado pela Folha de S.Paulo ao custo de 384.552 reais, o levantamento foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 9 de outubro sob o protocolo BR-00466/2026.
Metodologia e temas abordados
O questionário do Datafolha avalia a intenção de voto tanto de maneira espontânea — sem a apresentação prévia dos nomes dos candidatos — quanto estimulada, quando as duas opções são fornecidas aos participantes. Além disso, o instituto busca medir o grau de convicção dos eleitores, identificando se a escolha é definitiva ou passível de mudança, e se a principal motivação é a preferência pelo candidato ou o desejo de derrotar o adversário. A pesquisa também investiga a rejeição aos dois postulantes e quem os entrevistados acreditam que vencerá o pleito, independentemente da preferência pessoal.
Além da corrida ao Palácio do Planalto, a pesquisa atualiza os índices de avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Os participantes foram convidados a classificar a administração federal em ótima, boa, regular, ruim ou péssima, além de sinalizar aprovação ou desaprovação ao trabalho do presidente. O levantamento também questiona qual é o principal problema do país em áreas federais, como saúde, educação, economia, segurança pública, desemprego e inflação.
Outros tópicos incluídos no questionário tratam da percepção pública sobre a democracia e a polarização política, bem como propostas de alterações no funcionamento do Judiciário e em regras eleitorais. Entre as questões estão:
- A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos;
- A instituição de mandatos com prazo determinado para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF);
- A restrição de decisões individuais na Corte;
- A redução do foro privilegiado;
- A manutenção ou extinção da reeleição para presidente e governadores;
- A intenção de comparecer às urnas no segundo turno;
- A identificação com o petismo e o bolsonarismo;
- O fim da escala 6x1.
