NewsHub
Mundo

O “Bukele da Suécia”: com mão dura, primeiro-ministro reduziu crime

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, implementou medidas rigorosas de segurança, reduzindo tiroteios e mortes por gangues em 80% desde 2022.

Redação•09 de set. de 2026, 07:30
O “Bukele da Suécia”: com mão dura, primeiro-ministro reduziu crime
Imagem: site

O “Bukele da Suécia”: com mão dura, primeiro-ministro reduziu crime

Ouça esta matéria em voz alta

A nova estratégia de segurança sueca

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, alcançou um objetivo que muitos consideravam inatingível: a redução significativa da criminalidade no país. Em declarações, Kristersson destacou que resultados expressivos exigem abordagens inovadoras e coragem para enfrentar críticas, adotando uma postura de "mão dura" semelhante à de Nayib Bukele, presidente de El Salvador.

Medidas de combate ao crime organizado

Desde que assumiu o governo de centro-direita em 2022, com o apoio da ala mais nacionalista, Kristersson implementou uma série de medidas rígidas. A legislação foi endurecida, a maioridade penal foi reduzida para 14 anos — visando impedir o uso de jovens como pistoleiros por gangues — e a capacidade de interceptação policial foi ampliada. O recrutamento de menores por facções tornou-se um crime específico e monitorado rigorosamente em plataformas como Snapchat e TikTok.

Como resultado dessas ações, a Suécia observou uma queda de 80% nos tiroteios entre gangues desde 2022. O número de mortes em disputas territoriais pelo tráfico caiu de 68 para 12, e o total de episódios de violência armada passou de 391 para 48, consolidando o país como um exemplo raro na Europa.

Imigração e integração

O governo também restringiu a imigração, alterando drasticamente o cenário após a crise de 2015. O número de pedidos de asilo caiu de 160 mil para apenas 4,2 mil neste ano. Embora a Suécia tenha histórico de acolhimento, o país enfrentou desafios com a criminalidade organizada envolvendo grupos de diversas origens. Em paralelo às punições, foram criados programas sociais de “portas de saída” para jovens em risco de cooptação.

Apesar do sucesso das políticas, Kristersson enfrenta o chamado “efeito Churchill”, com a possibilidade de uma guinada à centro-esquerda após a estabilização da segurança. Contudo, especialistas avaliam que a manutenção dessas estratégias é vista como uma guerra permanente contra o crime que tem trazido resultados concretos para a sociedade sueca.

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/o-bukele-da-suecia-com-mao-dura-primeiro-ministro-reduziu-crime/

Compartilhar