Trajetória e atuação política
Alfredo Gaspar, promotor de justiça e ex-chefe do Ministério Público de Alagoas, consolidou sua carreira no combate ao crime antes de ingressar na política. Após atuar como secretário de Segurança Pública, foi eleito deputado federal e ganhou notoriedade como relator da CPMI do INSS, onde propôs o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Sua experiência e origem nordestina o levaram à vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro para as eleições presidenciais.
Críticas ao governo e ao STF
Em entrevista à revista VEJA, Gaspar afirma que o governo Lula instrumentalizou a Polícia Federal para perseguir opositores. O candidato critica severamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmando que o magistrado perdeu a condição de exercer o cargo. Sobre o caso envolvendo Daniel Vorcaro e o filme sobre Jair Bolsonaro, Gaspar defende a boa-fé de Flávio Bolsonaro, argumentando que não havia investigações na época dos fatos.
Propostas e segurança pública
O foco de Gaspar na campanha é a segurança pública. Ele defende medidas rigorosas, como a redução da maioridade penal e a implementação da castração química para estupradores. O candidato também critica a influência de facções criminosas no território brasileiro e defende que o país deve adotar uma postura de tolerância zero contra crimes graves.
Investigações e o Nordeste
Sobre as denúncias contra o filho do presidente, Gaspar reafirma que a CPMI do INSS descobriu uma rede de corrupção e tráfico de influência envolvendo o governo. Quanto ao Nordeste, reduto eleitoral tradicional do PT, a estratégia de sua chapa é apresentar uma alternativa ao que ele chama de "calote da esperança", propondo políticas de assistencialismo com portas de saída para a autonomia econômica dos cidadãos.
