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Opas emite alerta sobre os impactos do El Niño na saúde pública das Américas

Organização Pan-Americana da Saúde alerta para os impactos do El Niño na saúde pública das Américas, destacando riscos como secas, incêndios e doenças.

Redação•21 de set. de 2026, 18:05
Opas emite alerta sobre os impactos do El Niño na saúde pública das Américas
Imagem: site

Opas emite alerta sobre os impactos do El Niño na saúde pública das Américas

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A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta oficial direcionado à região das Américas para destacar os riscos à saúde pública decorrentes do fenômeno El Niño, cuja intensidade é prevista como muito forte entre o final deste ano e o início de 2027.

Em seu primeiro relatório regional sobre o tema, a instituição aponta problemas como secas, enchentes, incêndios florestais e insegurança alimentar. Esses eventos favorecem a proliferação de mosquitos, a propagação de doenças transmitidas por água contaminada e provocam danos diretos a unidades de saúde. Segundo a entidade, oito países e territórios já decretaram emergência ou emitiram alertas relacionados a eventos climáticos extremos.

Ciro Ugarte, diretor do Departamento de Emergências de Saúde da Opas, destacou em comunicado que o El Niño afeta a saúde de diversas maneiras, desde a contaminação da água e vetores de doenças até interrupções nos serviços assistenciais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) estimou uma probabilidade superior a 90% de um evento muito forte, o que levou o diretor a reforçar a necessidade de mobilização imediata por parte dos países.

O levantamento da Opas aponta que mais de 5,2 milhões de pessoas nas Américas enfrentam, estão expostas ou vivenciam insegurança alimentar aguda. O monitoramento identificou oito nações ou territórios com déficit hídrico ou seca ativa, seis com riscos ou impactos de incêndios florestais e cinco com consequências documentadas de inundações ou chuvas fortes.

Situação no Brasil e no Corredor Seco

O Brasil figura entre os cenários que geram preocupação na Opas, que registrou uma crise ambiental severa marcada pela queda nos níveis de água da bacia amazônica e pela piora na qualidade do ar em razão de incêndios florestais.

A organização apontou que 630 municípios brasileiros apresentam concentrações de material particulado fino (PM2.5) superiores às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), embora ainda não haja comprovação de impactos diretos na saúde da população. Esse tipo de poluição está associado a problemas respiratórios e cardiovasculares, como infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e câncer.

Como resposta às previsões de chuvas intensas e ondas de calor, o Ministério da Saúde lançou em junho um pacote de ações preventivas. As medidas incluem a expansão das bases da Força Nacional do SUS para garantir atendimento em até 12 horas e a criação do Painel Nacional de Calor Extremo.

Na América Central, países inseridos no chamado "Corredor Seco" enfrentam forte insegurança alimentar. Na Guatemala, cerca de três milhões de pessoas encontram-se em níveis críticos, situação semelhante à vivida por até 2,2 milhões de pessoas em Honduras. A escassez de água e a seca também atingem o Caribe, Jamaica, Porto Rico e Trinidad e Tobago. Na Colômbia, o cenário é composto por chuvas fortes, incêndios florestais e um surto ativo de dengue, além de riscos associados a malária e febre amarela.

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/el-nino-opas-emite-alerta-sobre-impactos-do-fenomeno-na-regiao-das-americas/

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