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Operação mira infiltração do PCC no transporte de São Paulo

Operação policial e do MPSP cumpre mandados de prisão contra 16 alvos suspeitos de ligação com o PCC no transporte público de São Paulo.

Redação•17 de set. de 2026, 13:07
Operação mira infiltração do PCC no transporte de São Paulo
Imagem: site

Operação mira infiltração do PCC no transporte de São Paulo

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Uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), realizada nesta quinta-feira (17), cumpre mandados de prisão contra 16 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. Entre os alvos estão o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União Brasil).

De acordo com as investigações, pelo menos 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo de passageiros na cidade de São Paulo seriam controladas, de forma direta ou indireta, pela facção criminosa. Até a última atualização, nove pessoas já haviam sido presas na ação.

As autoridades apontam que o grupo utilizava empresários e pessoas conhecidas como "laranjas" ou "testas de ferro" para figurar como proprietários formais das companhias de ônibus. A gestão era monitorada por ordens de lideranças do crime organizado, incluindo nomes ligados à cúpula da facção, como Antônio José Muller Junior, conhecido como "Granada", atualmente detido na Penitenciária Federal de Brasília. Mensagens e diálogos interceptados mostram investigados prestando contas a Carla de Paula Muller, esposa de "Granada".

O esquema contava ainda com a atuação de advogados nos núcleos chamados de "Sintonia Restrita" ou "Sintonia dos Gravatas". Segundo o MPSP e a polícia, profissionais como Cécero José dos Santos Filho e Milton Mello Milreu utilizavam escritórios para reuniões com faccionados e disponibilizavam contas bancárias para receber e repassar recursos das viações investigadas, garantindo a comunicação entre os chefes presos em presídios de segurança máxima e a operação externa.

As apurações também indicam articulações com agentes políticos e ex-gestores públicos para garantir facilidades administrativas e a manutenção de contratos. Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, é apontado por manter encontros periódicos com operadores do esquema para tratar de interesses das empresas ligadas ao grupo. Além disso, o PCC teria atuado no financiamento de campanhas eleitorais nas disputas municipais de 2024 e estaduais com o objetivo de eleger aliados ou obter apoio para futuras licitações.

Entre os nove alvos presos na operação estão Júlio Salvador Filho, Claudionor Aparecido Sabino Tomaz, Levi dos Santos Oliveira, Carla de Paula Muller, Edivania Arruda Botelho Alves, André Cassali, José Ronaldo Alves de Sales, Edson Antonio de Souza e Danilo Marco Morgado Silva. A ação policial cumpre ao todo 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.

O ex-vereador Milton Leite declarou por meio de nota que não está foragido, mas em viagem, e que se apresentará às autoridades em até 24 horas para provar sua inocência diante das acusações. A defesa de Danilo Morgado classificou a prisão como perseguição e questionou o momento da ação às vésperas da eleição. A Prefeitura de São Paulo destacou que realizou intervenções nas empresas Transwolff e UPBus em abril de 2024 para proteger o sistema municipal e que colabora integralmente com o Ministério Público e a Polícia Civil nas investigações.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/entenda-como-funciona-a-infiltracao-do-pcc-no-transporte-publico-de-sp/

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