Reeleito governador de Mato Grosso no primeiro turno, Otaviano Pivetta (Republicanos) declarou em entrevista ao programa CNN 360° que sua gestão é pautada por uma “política de poucas palavras e muitos resultados”. Segundo ele, a maioria da população mato-grossense confiou ao grupo político a missão de governar o estado pelos próximos quatro anos, dando continuidade a um ciclo de prosperidade iniciado em 2019.
Autonomia financeira e peso no agronegócio
Durante a entrevista, o governador enfatizou que Mato Grosso alcançou autonomia financeira e não depende do governo central. “Nós não temos nenhuma dependência financeira, não temos nenhuma expectativa no governo central. Nós resolvemos tomar para nós o nosso destino”, afirmou.
Pivetta destacou a relevância econômica do estado, apontando que a região responde por um terço da produção nacional de grãos, com cerca de 110 milhões de toneladas colhidas em 13 milhões de hectares, o que abastece aproximadamente um bilhão de pessoas globalmente.
Questionado a respeito do impacto de tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ao setor agrícola, o governador minimizou os reflexos locais. “Os Estados Unidos não influenciam muito a nossa vida econômica. Nós não temos lá grandes exportações para os Estados Unidos”, explicou, pontuando que o estado atua principalmente como consumidor de maquinário, equipamentos e receptor de investimentos vindos dos Estados Unidos.
Posicionamento nacional e apoios políticos
No cenário político do país, Pivetta declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial. “Nós já decidimos. Nós queremos a mudança no Brasil. Nós apoiamos o Flávio Bolsonaro, nós apoiamos o 22”, disse. Na visão do governador, o Brasil precisa de coragem para implementar reformas necessárias, e ele criticou a chamada “gastança irresponsável” da atual gestão federal, apontando as taxas de juros elevadas como barreiras para os investimentos.
Sobre um eventual comando no Ministério da Fazenda em uma gestão de Flávio Bolsonaro, Pivetta mencionou que aguarda uma figura alinhada à “escola do Paulo Guedes”. Indagado acerca de uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas à presidência em 2030, o governador avaliou que o tema ainda está distante, mas elogiou o colega paulista, classificando-o como um grande gestor e uma revelação política.
Por fim, Pivetta defendeu a renovação com a chegada de novos nomes ao cenário nacional, caracterizados pelo inconformismo com a velha política, reforçando que o foco da máquina pública deve ser a prestação de serviços e a realização de obras para impulsionar o desenvolvimento do país.
