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Pacote de benefícios do governo Lula atinge R$ 298,4 bi em 2026

Levantamento da IFI aponta que medidas de crédito, renúncia fiscal e despesas somam R$ 298,4 bilhões em 2026.

Redação•16 de out. de 2026, 16:30
Pacote de benefícios do governo Lula atinge R$ 298,4 bi em 2026
Imagem: site

Pacote de benefícios do governo Lula atinge R$ 298,4 bi em 2026

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As medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período que antecede a tentativa de reeleição já somam R$ 298,4 bilhões em 2026. O levantamento foi realizado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, e engloba ações de crédito, renúncia fiscal e iniciativas que impactam a despesa primária.

O cálculo da IFI também aponta despesas que trarão reflexos em 2027, como a proposta de tarifa zero no transporte coletivo aos finais de semana. Entre as novidades recentes está o projeto de lei complementar que prevê a concessão de um capital de R$ 5 mil para microempreendedores individuais (MEIs) investirem em seus negócios, com envio ao Congresso Nacional programado para após as eleições.

Do total de R$ 298,4 bilhões:

  • Natureza financeira: R$ 185,7 bilhões direcionados para programas de crédito com juros subsidiados, como o Move Brasil e a expansão do Minha Casa, Minha Vida para a classe média.
  • Despesas primárias: R$ 63,2 bilhões.
  • Renúncia fiscal: R$ 30,6 bilhões.
  • Recursos de terceiro (fora do orçamento): R$ 18,9 bilhões.

O levantamento da IFI abrange medidas implementadas ao longo da gestão de Lula, a exemplo da isenção do Imposto de Renda e dos subsídios aos combustíveis aplicados para conter impactos inflacionários decorrentes do conflito no Oriente Médio. No segundo semestre de 2026, o governo ainda revelou a terceira edição do programa Desenrola, o reajuste do Bolsa Família e o fim das apostas eletrônicas (bets).

Especialistas consultados pela CNN destacaram a urgência de um ajuste fiscal para o próximo ano, ponderando que as benesses aumentam a pressão sobre o orçamento e reduzem a disponibilidade de recursos livres. Adicionalmente, efeitos secundários de outras pautas, como o fim da escala 6x1 validado pelo Senado, preocupam economistas. Conforme pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a transição para uma jornada de 40 horas semanais mantendo os salários deve elevar os custos produtivos em até R$ 267,2 bilhões e provocar uma contração de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, montante estimado em R$ 76,9 bilhões.

No cenário fiscal, o Ministério do Planejamento e Orçamento atualizou em setembro as estimativas para 2026, projetando um déficit primário efetivo de R$ 80,9 bilhões, acima dos R$ 52 bilhões previstos em julho. Considerando as exceções permitidas em lei, o governo sinalizou que podem faltar R$ 13,6 bilhões para atingir o piso da meta, o que motivou a equipe econômica a decretar um contingenciamento de valor equivalente. Paralelamente, o Banco Central informou no Relatório de Estatísticas Fiscais que a dívida pública avançou para 82,9% do PIB em agosto, totalizando R$ 11,1 trilhões.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/pacote-de-bondades-de-lula-soma-quase-r-290-bi-as-vesperas-do-2o-turno/

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