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Painel do MJSP aponta que 25 estados não realizam avaliação psicológica periódica em policiais civis

Levantamento do MJSP com dados de 2024 aponta que 25 estados não realizam exames psicológicos regulares em policiais civis; milhares foram afastados por transtornos mentais.

Redação•25 de set. de 2026, 14:40
Painel do MJSP aponta que 25 estados não realizam avaliação psicológica periódica em policiais civis
Imagem: site

Painel do MJSP aponta que 25 estados não realizam avaliação psicológica periódica em policiais civis

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou o Painel Qualidade de Vida no Trabalho, levantamento que reúne informações sobre as condições de trabalho e a saúde mental de profissionais das forças de segurança do país. O estudo, que tem como ano-base 2024, aponta que 25 estados brasileiros não disponibilizam avaliações psicológicas periódicas para os policiais civis.

A pesquisa compilou dados de 135 instituições presentes em 26 estados e no Distrito Federal. Conforme o levantamento, das 27 Unidades Federativas, 25 informaram que não oferecem o exame periódico, enquanto o Distrito Federal e a Bahia não responderam ao questionamento.

Apesar da ausência de avaliações preventivas regulares, 22 unidades da federação declararam que fornecem algum tipo de serviço de assistência à saúde mental aos agentes da Polícia Civil. Desse total, 13 disponibilizam exclusivamente atendimento psicológico, e nove oferecem serviços combinados de psicologia e psiquiatria. Por outro lado, três estados apontaram que não prestam esse tipo de atendimento: Alagoas, Rio Grande do Norte e Rondônia.

O levantamento também destacou que 70,4 mil servidores, categoria que engloba policiais e bombeiros, foram afastados de suas atividades operacionais com diagnósticos vinculados à categoria F da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS). O grupo abrange transtornos mentais e comportamentais com prescrição médica emitida por psiquiatras ou psicólogos.

O painel indica uma lacuna no monitoramento preventivo das instituições de segurança, apontando que o acolhimento psicológico costuma acontecer apenas após o esgotamento do servidor, sem um acompanhamento contínuo.

Posicionamento das Unidades Federativas

Diversas secretarias e corporações estaduais se manifestaram sobre os serviços e ações voltados à saúde mental:

    Maranhão: A Secretaria de Estado da Segurança Pública esclareceu que os dados do painel tratam especificamente da avaliação psicológica periódica. A pasta destacou que mantém o programa "Saúde na Segurança: cuidando de quem cuida", que oferece consultas, atendimento psicológico e psiquiátrico, além de outras especialidades médicas.

    Ceará: A Polícia Civil informou que a Coordenadoria de Saúde do Policial Civil (Co-Saúde) atua com equipe multidisciplinar para atendimentos psicológicos, psiquiátricos e psicossociais, além de contar com o serviço itinerante e suporte on-line.

    Pernambuco: A corporação pontuou que os dados são referentes a 2024 e que, desde 2025, passou a disponibilizar Avaliação Psicológica para os policiais civis do estado.

    Roraima: A instituição destacou que possui o Núcleo de Saúde e Apoio Psicossocial e parceria com a Secretaria de Segurança Pública, além de utilizar o programa federal Escuta Susp e realizar avaliações em situações específicas como licenças e promoções.

    Pará: A Polícia Civil informou que assegura atendimento psicológico, psiquiátrico, odontológico e de fisioterapia aos servidores.

    São Paulo: A corporação afirmou manter estruturas permanentes por meio do Núcleo Psicossocial da DPAA e da Acadepol, registrando milhares de atendimentos anuais e desenvolvendo novas iniciativas, como estudos para teleatendimento e prevenção ao suicídio.

    Rio de Janeiro: A instituição classificou como incorreta a afirmação de que não presta assistência, citando o Núcleo de Saúde Mental do Policial com médicos psiquiatras e psicólogos para ativos, inativos, dependentes e pensionistas.

    Paraná: A Polícia Civil adota resolução para o recolhimento preventivo de armamento funcional em caso de alterações comportamentais, encaminhando o servidor para avaliação médica e realocando-o temporariamente em funções administrativas.

    Santa Catarina: A corporação explicou que os dados correspondem a 2024, período em que o Projeto de Avaliação Periódica em Saúde Mental ainda não havia sido implementado, tendo sido lançado em 2025, além de contar com a Coordenadoria de Saúde Ocupacional desde 2010.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/25-estados-nao-oferecem-avaliacao-psicologica-periodica-a-policiais-civis/

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