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Economia

Panorama Itaúsa 2026 debate estratégias de longo prazo para grandes empresas

Panorama Itaúsa 2026 reuniu executivos e lideranças empresariais em 6 de outubro para debater alocação de capital, governança e estratégias de longo prazo.

Redação•07 de out. de 2026, 16:38
Panorama Itaúsa 2026 debate estratégias de longo prazo para grandes empresas
Imagem: site

Panorama Itaúsa 2026 debate estratégias de longo prazo para grandes empresas

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Decisões de negócio voltadas para a geração de valor a longo prazo foram o tema central do Panorama Itaúsa 2026, realizado em 6 de outubro. O evento reuniu executivos da Itaúsa e lideranças de empresas do portfólio, como Itaú Unibanco, Aegea, Motiva, Alpargatas e Dexco, para discutir estratégias em um ambiente marcado por juros altos, novas tecnologias e mudanças no comportamento de consumo.

Durante o encontro, o CEO e diretor de Relações com Investidores da Itaúsa, Alfredo Setubal, destacou a base acionária da holding, presente em mais de 90% dos municípios brasileiros e com mais de 970 mil acionistas pessoas físicas. A companhia investiu mais de R$ 12 bilhões em cinco ativos estratégicos desde 2017 para diversificar seu portfólio. Em 2026, a holding ampliou sua participação na Aegea para 14% e elevou a fatia na Alpargatas para 30,6%.

Raul Calfat, presidente do Conselho de Administração da Itaúsa, apontou que muitas vezes é mais vantajoso aumentar o capital em uma empresa do portfólio atual do que ingressar em um novo negócio. O CFO da companhia, Priscila Grecco, destacou que o novo portfólio gerou um fluxo de cerca de R$ 1 bilhão em dividendos no ano passado, enquanto o desconto entre a cotação das ações da holding e o valor das participações caiu de 26% para patamares entre 17% e 18%.

Setores de crédito, saneamento e consumo buscam eficiência e inovação

No setor financeiro, o Itaú Unibanco administra uma carteira de crédito de R$ 1,5 trilhão e registrou seis trimestres consecutivos de estabilidade no índice de atrasos acima de 90 dias até o segundo trimestre. O CEO Milton Maluhy ressaltou a importância de entregar retorno acima do custo de capital com disciplina, além de comentar sobre o uso de inteligência artificial em aplicações como Pix pelo WhatsApp e atendimento a investimentos. Maluhy também avaliou que taxas de juros elevadas encarecem empréstimos e elevam o risco de inadimplência.

No saneamento, a Aegea atende mais de 39 milhões de pessoas em 893 municípios. A alavancagem da empresa encerrou o primeiro semestre em 3,87 vezes, e o Ebitda cresceu 55% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Itaúsa e o fundo soberano de Singapura, GIC, investiram mais R$ 3,3 bilhões na companhia no primeiro semestre. A empresa utiliza inteligência artificial e imagens de satélite para localizar vazamentos e combater perdas de água.

Na Motiva, o número de ativos foi reduzido de quase 40 para 18, com foco em rodovias e ferrovias. O CEO Miguel Setas informou que a companhia possui mais de R$ 60 bilhões em investimentos compromissados no setor rodoviário e projeta destinar R$ 1 bilhão até 2035 para tecnologias como IA, automação e drones.

Na Alpargatas, o portfólio de produtos foi reduzido quase pela metade e a margem Ebitda superou 20% no último trimestre citado no evento. O CEO Liel Miranda apontou planos de expansão internacional em cerca de 40 países. Por sua vez, a Dexco registrou alavancagem de 2,7 vezes no segundo trimestre e prioriza a redução do endividamento após concluir um ciclo de investimentos entre 2021 e 2025.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/como-grandes-empresas-se-preparam-para-o-longo-prazo/

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