O papa Leão XIV, durante discurso em Metz, na França, alertou contra o "rearmamento" e defendeu o fortalecimento do direito internacional e do multilateralismo para evitar conflitos. Ele criticou a "mentira e o engano" nas relações entre Estados e pediu acolhimento digno a migrantes e refugiados.
Contexto histórico e mensagem
A cidade de Metz, onde o papa falou, tem significado histórico por ter sido palco de disputas entre França e Alemanha no século XIX. O discurso do pontífice ocorreu em um momento de tensões na Europa, com a guerra na Ucrânia e investimentos em defesa.
Leão XIV afirmou que a Europa precisa de "coragem na negociação" e estar disposto a "sacrificar algumas posições pelo bem maior da paz". Ele também destacou a importância do diálogo e do respeito mútuo entre nações.
Reação internacional
O presidente francês, Emmanuel Macron, havia chamado por uma retomada da "coragem dos pais fundadores" da União Europeia, mas poucos líderes compareceram ao evento. Apenas os dirigentes de Luxemburgo e da região alemã do Sarre estiveram presentes.
Imigração e política francesa
O papa não citou nomes, mas suas palavras sobre acolhimento a migrantes e refugiados ecoaram debates políticos na França, especialmente com Marine Le Pen, candidata de extrema direita, que defende políticas mais restritivas.
Durante a viagem, o pontífice também pediu orações por "governantes sábios e generosos" e reuniu cerca de 1,3 milhão de fiéis em Paris e Lourdes.
