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Paquistão fecha escolas e bloqueia ruas após decreto de emergência

Escolas foram fechadas e ruas bloqueadas em Peshawar, no Paquistão, após o governo federal impor estado de emergência e suspender a administração da província de Khyber Pakhtunkhwa.

Redação•12 de out. de 2026, 10:31
Paquistão fecha escolas e bloqueia ruas após decreto de emergência
Imagem: site

Paquistão fecha escolas e bloqueia ruas após decreto de emergência

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O governo federal do Paquistão impôs um regime de emergência na província de Khyber Pakhtunkhwa, resultando no fechamento de escolas, faculdades e universidades nesta segunda-feira (12) em Peshawar, localizada no noroeste do país. Ruas cruciais da cidade foram bloqueadas, e imagens capturadas na segunda-feira registraram o uso de contêineres e arame farpado para barrar o acesso à Zona Vermelha, uma área de segurança reforçada. Policiais fazem a vigilância das vias, onde pedestres e motociclistas transitam por aberturas estreitas entre as barreiras, gerando congestionamentos no trânsito.

Um comunicado emitido pelo vice-comissário de Peshawar ordenou a paralisação das atividades em todas as instituições de ensino, públicas e privadas, do distrito ao longo do dia. Avisos informando sobre a suspensão das aulas foram afixados nos portões das escolas.

Repercussão entre os moradores

A população local manifestou insatisfação com as restrições impostas. Moradores relataram que os bloqueios geram transtornos para quem precisa se deslocar ao trabalho ou buscar atendimento médico.

“A medida de bloquear a cidade está causando problemas à população. Algumas pessoas precisam ir ao trabalho, outras ao hospital, e terão de enfrentar dificuldades”, declarou o morador Mohammad Shahzaibi, que criticou a imposição do regime de emergência e defendeu que o governo priorize negociações e alternativas para evitar prejuízos aos cidadãos.

Outro habitante de Peshawar, Mohammad Nouman, avaliou que a suspensão do governo provincial pode piorar o cenário de segurança. “O terrorismo vai aumentar ainda mais, porque o sistema que já estava sendo desenvolvido e colocado em prática foi suspenso. O governo foi dissolvido, o Parlamento foi dissolvido”, afirmou, acrescentando que a formação de um novo gabinete pode demorar de três a quatro meses.

Justificativa oficial e prisões

O presidente do Paquistão declarou o estado de emergência no domingo (11) e suspendeu o governo de Khyber Pakhtunkhwa, província fronteiriça com o Afeganistão que era administrada por Sohail Afridi, aliado do ex-primeiro-ministro Imran Khan. A administração federal argumentou que a medida foi adotada porque a gestão provincial falhou em conter a militância extremista islâmica na área.

Em contrapartida, o partido de Imran Khan, o Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), rejeitou a justificativa oficial. A legenda alega que a decisão tem como objetivo impedir que apoiadores do ex-premiê realizem uma marcha até Islamabad para exigir a sua libertação.

O ministro federal da Justiça, Azam Nazeer Tarar, confirmou em entrevista coletiva realizada no domingo que políticos ligados ao PTI foram detidos após a suspensão da administração provincial. Conforme Tarar, indivíduos foram colocados sob custódia preventiva, conforme previsto na Constituição e nas leis do país. Ele declarou que os procurados por crimes responderão perante a lei, enquanto os demais serão soltos.

O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, pontuou que a administração federal tornará públicas informações sobre eventuais prisões. “Não temos nada a esconder, portanto, certamente anunciaremos se alguém for preso”, afirmou.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/paquistao-fecha-escolas-e-bloqueia-ruas-apos-impor-estado-de-emergencia/

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