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Parada cardíaca: uma em cada cinco pessoas não sabe como agir

Pesquisa da Socesp revela que uma em cada cinco pessoas no interior paulista não sabe como agir diante de uma parada cardíaca.

Redação•29 de set. de 2026, 13:41
Parada cardíaca: uma em cada cinco pessoas não sabe como agir
Imagem: site

Parada cardíaca: uma em cada cinco pessoas não sabe como agir

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Um levantamento conduzido pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) em cidades do interior paulista apontou que uma em cada cinco pessoas não sabe a quem recorrer diante de uma ocorrência de parada cardíaca. Os dados mostram que 17% dos homens afirmaram não saber como agir na situação, enquanto entre as mulheres o índice chegou a 21%.

A pesquisa avaliou o nível de preparo da população para lidar com emergências cardiovasculares. O cardiologista e diretor da Socesp, Elton Scuro, destaca a importância do conhecimento para transformar testemunhas em protagonistas do primeiro atendimento.

A gravidade e o fator tempo

Estima-se que cerca de 300.000 brasileiros sofram paradas cardíacas anualmente, tanto dentro quanto fora de ambientes hospitalares. O tempo é um elemento determinante para a sobrevivência: a cada minuto sem atendimento, a vítima perde aproximadamente 10% das chances de sobreviver. Em contrapartida, caso as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) comecem nos primeiros cinco minutos após o evento, a taxa de sobrevivência pode atingir entre 50% e 70%.

Especialistas lembram que parada cardíaca e infarto não são sinônimos. O infarto ocorre devido à obstrução do fluxo sanguíneo em uma parte do músculo cardíaco. Já a parada cardíaca sucede quando o coração cessa o bombeamento eficaz de sangue, interrompendo a circulação para órgãos vitais como o cérebro. O infarto pode desencadear uma parada cardíaca, mas o quadro também pode ser provocado por arritmias graves, doenças cardíacas, afogamentos, choques elétricos, traumas e outras condições. Sem oxigênio, o cérebro sofre lesões irreversíveis em poucos minutos.

Como agir diante de uma emergência

A prevenção de doenças cardiovasculares envolve controlar pressão arterial, diabetes e colesterol, além de evitar o tabagismo, praticar atividades físicas, manter alimentação equilibrada, controlar o peso, moderar álcool e fazer acompanhamento médico periódico.

A chamada "corrente da sobrevivência" envolve etapas práticas para quem presencia o evento:

  • Reconhecimento rápido: Suspeitar de parada cardiorrespiratória se a pessoa perder a consciência, não responder a chamados e não apresentar respiração normal.
  • Acionar o socorro: Ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192 e informar com clareza o local e a situação.
  • Iniciar a RCP: Pessoas mesmo sem treinamento avançado devem realizar compressões torácicas contínuas e firmes no centro do peito para manter a circulação sanguínea até a chegada especializada.
  • Uso de DEA: Em locais com desfibrilador externo automático, o equipamento deve ser empregado seguindo instruções sonoras para uso seguro por leigos.

O incentivo a treinamentos em escolas, empresas, clubes e espaços públicos é apontado como um investimento essencial em saúde coletiva para ampliar o número de pessoas capacitadas a salvar vidas.

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/uma-em-cada-cinco-pessoas-nao-sabe-agir-diante-de-parada-cardiaca-e-voce/

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