A capital francesa iniciou a limpeza de suas ruas nesta segunda-feira (19), revelando um cenário de caos e destruição após um fim de semana marcado por manifestações violentas na França. Foram vistos carros e motocicletas incendiados perto de comércios vandalizados e com vitrines destruídas na cidade.
A onda de agitação social, considerada uma das piores no país em anos, envolveu confrontos entre manifestantes e a polícia, além de saques, sucedendo semanas de atos estudantis. O episódio ocorre a seis meses da próxima eleição presidencial francesa e escancara as pressões de uma economia fragilizada e do aumento da dívida pública.
As equipes de limpeza atuam desde domingo (18), logo após um dos dias mais intensos de protestos recentes. O impacto financeiro exato ainda não foi calculado, mas a Federação do Comércio e Varejo da França apontou que cerca de 3.000 estabelecimentos sofreram algum tipo de impacto no fim de semana.
Diante do cenário, o governo central solicitou a autoridades locais a decretação de toques de recolher. Nesta segunda-feira, a gestão enfrentou contestações em razão de falhas na segurança.
O primeiro-ministro Sebastien Lecornu declarou que não descarta a decretação de estado de emergência, embora avalie que, no momento, a medida mais adequada seja a imposição de toques de recolher parciais e regionalizados, sem detalhar quais municípios serão atingidos pelas restrições.
