O presidente do Vasco, Pedrinho, declarou que o clube não será financeiramente prejudicado pela proibição do funcionamento de casas de apostas esportivas, as chamadas bets, no país. A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Igor Rodrigues e divulgada na quinta-feira (1º).
De acordo com o dirigente, a saída das empresas de apostas terá impacto nulo nas finanças da instituição. Pedrinho explicou que o investidor assume o fluxo de caixa e que os valores que o clube receberia das bets serão pagos pelo investidor.
Ao tratar do tema, o presidente mencionou Marcos Lamacchia, vencedor do leilão pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco realizado em 25 de sexta-feira. Por meio da empresa Almirante Participações, o empresário comprou 90% das ações do clube.
Pedrinho pontuou que a situação não é justa com o investidor, mas ressaltou que a instituição não sofre nenhum dano e que o montante não representa uma quantia expressiva para o perfil do investidor, devido ao seu elevado potencial financeiro.
Críticas à proibição abrupta e reflexo nos clubes
O assunto ganhou repercussão no futebol após o governo anunciar a proibição total de cassinos on-line e casas de apostas no território nacional por meio da assinatura de uma Medida Provisória (MP).
Apesar de reiterar que o Vasco ficará isento de prejuízos financeiros severos, Pedrinho expressou críticas à forma repentina com que a medida foi adotada. O mandatário destacou que compreende a discussão sobre a saúde das pessoas, mas ponderou sobre os prejuízos enfrentados por outras equipes do Campeonato Brasileiro.
Para o presidente vascaíno, o governo deveria ter concedido um prazo maior para que os clubes conseguissem se reorganizar diante de contratos vigentes, citando que uma ruptura inesperada de um contrato legal gera danos financeiros. Pedrinho mencionou que poderia apenas ignorar o problema por o Vasco não ser afetado, mas reconheceu que outras instituições vão sofrer prejuízos financeiros.
Outros dirigentes também se manifestaram contra a proibição. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, declarou em entrevista à CNN que o futebol brasileiro pode registrar uma perda de aproximadamente R$ 2,5 bilhões no próximo ano devido à medida.
