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Pedro Parente aponta maior distância entre riscos dos candidatos à Presidência

Em entrevista, Pedro Parente avalia que o resultado legislativo alterou a percepção de risco sobre os candidatos à Presidência.

Redação•14 de out. de 2026, 12:30
Pedro Parente aponta maior distância entre riscos dos candidatos à Presidência
Imagem: site

Pedro Parente aponta maior distância entre riscos dos candidatos à Presidência

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O ex-ministro e ex-presidente da Petrobras Pedro Parente afirmou em entrevista publicada nesta quarta-feira, 14, pela BBC Brasil, que a distância entre os riscos representados por cada candidato à Presidência no segundo turno aumentou. Sem citar nominalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Parente criticou ambos os concorrentes: “um não é nem um pouco preparado e o outro fez governos absolutamente desastrosos”, declarou, acrescentando não ter simpatia por nenhum deles.

Parente definiu sua escolha de voto como uma “decisão individual e solitária” e ressaltou o peso que o voto consciente terá no pleito. O executivo relembrou que, somando abstenções, votos nulos, brancos e concorrentes eliminados, há quase 49 milhões de brasileiros — cerca de três em cada dez — que não escolheram nenhum dos dois finalistas, grupo no qual ele se inclui, conforme relatado em artigo recente em sua coluna no jornal O Globo.

O engenheiro, que atuou como ministro da Casa Civil e de Minas e Energia na gestão de Fernando Henrique Cardoso e presidiu a Petrobras no governo de Michel Temer, além de passar pela BRF, avalia que o cenário mudou após o resultado do segundo turno. Na ocasião, o PL e os partidos de direita asseguraram maioria tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

“O que pode acontecer agora com um presidente que tenha também uma maioria importante nas duas casas?”, questionou Parente na entrevista. Para o ex-ministro, esse fator representa um dado inédito que amplia a percepção de perigo relacionada à concentração de poder: “Agora tem um que realmente tem uma representação de risco para o país, dessa concentração de poder. É bem mais relevante do que parecia ser antes do primeiro turno.”

Em manifestação publicada em suas redes sociais no sábado, 3, um dia antes do primeiro turno e após ser citado em artigo de João Moreira Salles na revista Piauí sobre a omissão da elite, Parente já havia declarado publicamente que não votaria em Flávio Bolsonaro, escrevendo que “entrou com uma opinião e saiu com outra pior” após participar de um jantar com o postulante.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/aumentou-a-distancia-entre-as-dimensoes-do-mal-de-cada-candidato-diz-pedro-parente/

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