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Perícia em eletrônicos motivou prorrogação da prisão de Milton Leite em SP

A necessidade de concluir perícias em eletrônicos na operação Vectura Corrupta motivou a prorrogação da prisão temporária do ex-vereador Milton Leite.

Redação•15 de out. de 2026, 21:30
Perícia em eletrônicos motivou prorrogação da prisão de Milton Leite em SP
Imagem: site

Perícia em eletrônicos motivou prorrogação da prisão de Milton Leite em SP

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A necessidade de concluir perícias em dispositivos eletrônicos apreendidos na operação Vectura Corrupta foi o principal motivo para o pedido de prorrogação da prisão temporária do ex-vereador Milton Leite e de outros 12 investigados em São Paulo. A medida foi deferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que também renovou mandados de captura para três suspeitos considerados foragidos.

De acordo com documento obtido pela CNN Brasil, o magistrado responsável rejeitou os pedidos das defesas para a revogação das prisões ou aplicação de medidas cautelares alternativas. A investigação apontou que o prazo inicial de 30 dias foi insuficiente para processar o grande volume de documentos, mídias e telefones apreendidos.

Complexidade técnica e segurança de dados

O texto aponta que a maioria dos aparelhos celulares apreendidos conta com senhas complexas e criptografia de alto nível, o que exigiu o envio dos equipamentos à Unidade de Inteligência Policial do DEMACRO para a quebra técnica e extração de dados.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo sustentaram que a soltura dos suspeitos antes do término do trabalho pericial poderia resultar no acionamento de comandos de segurança, exclusão remota de arquivos em nuvem e revogação de chaves criptográficas. O despacho também pontua que os interrogatórios formais exigem relatórios técnicos consolidados para o confronto direto com os investigados.

Investigação e alvos

Milton Leite se entregou à polícia na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, em 18 de setembro, e permanece preso temporariamente desde então. Ele é investigado na operação Vectura Corrupta, que apura a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

As investigações citam nominalmente Milton Leite como responsável direto por empresas de ônibus controladas pelo PCC, havendo declarações de policiais militares apontando-o como dono de fato da empresa Transwolf. Após se entregar, o ex-vereador negou envolvimento com a facção e declarou que provará sua inocência. Sua defesa afirmou em nota que confia na Justiça e no andamento das apurações.

Além de Milton Leite, a decisão atingiu outros investigados, incluindo Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, Júlio Salvador Filho, Claudionor Aparecido Sabino Tomaz, Carla de Paula Muller (esposa de “Granada”, do PCC), Edivania Arruda Botelho Alves, André Cassali, José Ronaldo Alves de Sales, Edson Antonio de Souza e Danilo Marco Morgado Silva.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/pericia-em-eletronicos-motivou-prorrogacao-de-prisao-de-milton-leite-em-sp/

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