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Pesquisa Quaest aponta oscilações nas intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro

Levantamento da Quaest mostra estabilidade geral no cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas revela variações expressivas em recortes como raça, região e renda.

Redação•22 de set. de 2026, 19:13
Pesquisa Quaest aponta oscilações nas intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro
Imagem: site

Pesquisa Quaest aponta oscilações nas intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro

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As duas últimas pesquisas presidenciais divulgadas pela Quaest, com intervalos de uma semana nos dias 13 e 20 de setembro de 2026, revelaram variações expressivas nas intenções de voto em diferentes segmentos do eleitorado brasileiro. No panorama geral, o cenário entre os principais candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), manteve-se estável.

No primeiro turno, o petista registra 37% contra 33% do adversário, comparado ao resultado anterior de 36% a 31%. Na simulação de segundo turno, o atual presidente aparece com 41%, enquanto o senador soma 42%, mantendo o patamar da sondagem passada, que apontava 40% a 42%.

Apesar da estabilidade geral, recortes específicos demonstraram movimentações significativas. Numericamente, a maior alteração ocorreu entre o eleitorado de cor preta, grupo no qual a vantagem de Lula passou de doze pontos (48% a 36%) para 27 pontos (53% a 26%). Na região Sudeste, que concentra 42% dos eleitores do país, a dianteira de Flávio recuou de dezesseis pontos percentuais (47% a 31%) para sete pontos (43% a 36%). Em contrapartida, no Nordeste, a vantagem de Lula diminuiu de 32 pontos (60% a 28%) para 26 pontos (57% a 31%).

Entre os eleitores evangélicos, a vantagem de Flávio Bolsonaro subiu de 23 para 30 pontos. O mesmo salto de sete pontos percentuais a favor do candidato do PL foi registrado entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos. Lula, por sua vez, apresentou melhora no segmento feminino, onde sua vantagem passou de três para sete pontos.

Outras faixas que registraram oscilações incluem a faixa etária de 35 a 59 anos, na qual a vantagem de Flávio caiu de cinco para um ponto, e a faixa de renda de dois a cinco salários mínimos, onde a diferença favorável ao senador recuou de dez para cinco pontos.

Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, explicou que as oscilações decorrem das margens de erro, que variam conforme o tamanho do recorte pesquisado. Segundo ele, recortes regionais ou específicos contam com menos entrevistados, tornando os dados mais imprecisos. "Pesquisa de intenção de voto é como fazer um exame de sangue, tiramos uma seringa de amostra para ver como está a saúde de um corpo inteiro", declarou Russo, acrescentando que as flutuações são naturais e que os números apontam tendências.

O diretor avalia que a definição do pleito pode ocorrer por meio do voto de eleitores do Sudeste, mulheres e da classe média, considerados mais pendulares e influenciáveis por notícias. "Por algumas semanas, a campanha de Flávio ganhou espaço por trazer propostas ligadas à vida real das pessoas, falando do preço dos alimentos. Nesses últimos dias, o governo Lula conseguiu reverter um pouco desse quadro, saindo da crise no STF, que era uma pauta ruim para os dois, e trazendo o Bolsa Família, as bets, pautas que mexem exatamente com esse eleitor", analisou.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/as-faixas-do-eleitorado-em-que-lula-e-flavio-mais-oscilaram-segundo-a-quaest/

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