NewsHub
Economia

Petroleiras independentes propõem 9 medidas urgentes para o próximo governo

A ABPIP apresentou nove propostas aos presidenciáveis para os primeiros 100 dias de governo, focando na revitalização de campos de petróleo e modernização regulatória.

Redação•01 de set. de 2026, 09:20
Petroleiras independentes propõem 9 medidas urgentes para o próximo governo
Imagem: site

Petroleiras independentes propõem 9 medidas urgentes para o próximo governo

Ouça esta matéria em voz alta

Setor de óleo e gás busca revitalização e segurança jurídica

Os produtores independentes de petróleo e gás consolidaram um documento estratégico que será apresentado aos candidatos à Presidência da República e suas respectivas campanhas. O material detalha nove sugestões de medidas prioritárias para os primeiros 100 dias do próximo governo. O setor atravessa um ciclo de expansão vigorosa, registrando uma média de 364 mil barris de óleo equivalente produzidos por dia em 2025, o que representou um crescimento de quase 23% em relação ao ano anterior.

A agenda, elaborada pela ABPIP (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás), foca em recomendações cruciais como a revitalização de campos marginais, a aceleração da implementação da Lei do Gás, a modernização do licenciamento ambiental e o fortalecimento institucional da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Propostas para evitar o abandono de campos e estimular investimentos

Entre as ações sugeridas estão a redução de royalties para ativos de baixa economicidade, a extensão e maior previsibilidade dos contratos, além da simplificação de obrigações regulatórias. A associação também defende o reaproveitamento de infraestruturas já existentes, estímulos para aumentar o fator de recuperação e a criação de linhas de crédito específicas. O objetivo central é impedir que campos com potencial produtivo, geradores de empregos e arrecadação, sejam abandonados precocemente por falta de viabilidade financeira.

O documento pleiteia ainda um programa nacional voltado para a avaliação de recursos não convencionais, como o gás de xisto ou folhelho. A proposta visa uma análise técnica profunda do potencial geológico do Brasil, incluindo projetos-piloto e monitoramento ambiental para embasar decisões de políticas públicas. "Estamos falando de um conjunto de medidas, e não de uma única solução. Campos maduros e de economicidade marginal possuem características muito diferentes de grandes projetos de produção: produção declinante, custos operacionais crescentes, maior necessidade de intervenção em poços e investimentos adicionais", explicou Marcio Felix, presidente da ABPIP e ex-secretário de Petróleo e Gás do MME.

Mapeamento legislativo e novos marcos regulatórios

A ABPIP, que reúne empresas como Brava Energia, Eneva, Prio e PetroReconcavo, incluiu no documento um mapeamento de 18 projetos de lei ou vetos presidenciais. Um dos destaques é o PL 3652/26, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que propõe um novo marco regulatório para campos maduros. O projeto permite que a ANP simplifique planos de desenvolvimento e flexibilize critérios de segurança para poços de menor risco. Além disso, prevê que o piso dos royalties caia de 5% para 1%, e autoriza a emissão de debêntures incentivadas e benefícios fiscais via Reidi.

Outro ponto de atenção é o PLP 267/2025, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que trata da não incidência do Imposto Seletivo sobre exportações, tema relevante no contexto da reforma tributária.

Os nove compromissos sugeridos pela ABPIP

  1. Programa Nacional de Revitalização de Campos Maduros: Lançar um programa coordenado para ampliar investimentos e prolongar a vida útil dos ativos.
  2. Implementação da Nova Lei do Gás: Priorizar a concorrência, garantir acesso a infraestruturas e harmonizar regulações estaduais.
  3. Avaliação de Recursos Não Convencionais: Promover o conhecimento geológico e segurança jurídica para novos recursos.
  4. Segurança Jurídica e Ambiente de Negócios: Modernizar licenciamentos e fortalecer a capacidade da ANP.
  5. Grupo Interministerial para Licenciamento Ambiental: Criar um grupo permanente para simplificar e dar previsibilidade aos processos ambientais.
  6. Fortalecimento da ANP: Recompor quadro técnico, assegurar estabilidade regulatória e reduzir prazos.
  7. Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores: Integrar políticas industriais para fortalecer fornecedores nacionais e gerar empregos.
  8. Integração na Transição Energética: Reconhecer o papel do petróleo e gás na segurança energética durante a transição para baixo carbono.
  9. Fórum Permanente de Diálogo: Instituir um mecanismo de interlocução entre governo, reguladores e setor produtivo.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/petroleiras-independentes-pedem-nove-medidas-em-100-dias-ao-proximo-governo/

Compartilhar