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Petróleo cai à mínima de 11 dias com perspectiva diplomática entre EUA e Irã

Preços do petróleo recuam para o menor nível em 11 dias com expectativas de diplomacia entre EUA e Irã e recuperação de embarques sauditas.

Redação•21 de set. de 2026, 11:24
Petróleo cai à mínima de 11 dias com perspectiva diplomática entre EUA e Irã
Imagem: site

Petróleo cai à mínima de 11 dias com perspectiva diplomática entre EUA e Irã

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Os preços do petróleo registraram queda nesta segunda-feira (11), aproximando-se da marca psicológica de US$ 100 por barril e alcançando o menor patamar em 11 dias. O movimento foi impulsionado pela expectativa dos investidores em relação a possíveis avanços diplomáticos sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã durante a Assembleia Geral da ONU, além da recuperação parcial nos embarques da Arábia Saudita.

Os contratos futuros do Brent e do West Texas Intermediate (WTI) atingiram, na segunda-feira, os menores níveis desde 10 de setembro. O contrato do Brent com vencimento em novembro cotava a US$ 101,20 por barril às 8h53 (horário de Brasília), representando uma retração de US$ 2,66, o equivalente a 2,6%. Já o contrato do WTI para outubro, com vencimento na terça-feira, recuou US$ 2,50 (2,5%), fechando a US$ 97,80 por barril, enquanto o contrato para novembro ficou cotado em US$ 93,62.

No domingo, Irã e Estados Unidos trocaram novas ameaças. Contudo, o presidente Donald Trump afirmou estar disposto a se reunir com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, cuja presença é esperada em Nova York nesta semana para o evento da ONU. Em entrevista concedida no sábado e citada pela emissora Al Jazeera, o chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, informou que o país comunicou aos mediadores as suas condições para a retomada das negociações.

Apesar disso, os confrontos persistiram no Oriente Médio. O grupo houthi, apoiado pelo Irã no Iêmen, assumiu autoria de ataques contra Riad e contra uma instalação da Saudi Aramco situada em Yanbu, no litoral do Mar Vermelho, em uma tentativa de restringir o acesso à costa a partir de áreas controladas por forças aliadas à Arábia Saudita. Conforme três fontes iranianas familiarizadas com o tema, Pequim foi solicitada pela Arábia Saudita e pediu ao Irã que ajude a conter os houthis.

Os ataques direcionados ao oleoduto Leste-Oeste da Saudi Aramco forçaram a empresa a redirecionar e ampliar as exportações por meio do Estreito de Ormuz para este mês e o próximo, após interrupções parciais nas rotas via Yanbu.

Em nota datada de 18 de setembro, analistas do JPMorgan destacaram que os fluxos de petróleo do Oriente Médio mantêm-se surpreendentemente fortes, mesmo com a interrupção no oleoduto saudita. Segundo a análise baseada em dados de satélite, a mudança mais expressiva partiu da Arábia Saudita, cujo volume de petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz atingiu média de 2,9 milhões de barris por dia nos últimos seis dias, comparado a apenas 700 mil barris diários registrados em agosto.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/precos-petroleo-21-setembro-2026/

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